Falando aos jornalistas à entrada de um encontro com mais de centena e meia de militantes e simpatizantes, integrado na sua recandidatura à liderança do Partido Socialista, José Luís Carneiro enquadrou a sua presença na capital do Alto Minho no âmbito de uma visão estratégica de desenvolvimento assente no investimento público e na coesão territorial.
O líder socialista salientou, em particular, a relevância dos investimentos nas infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, apontando como prioritária a aposta no TGV, com a ligação Lisboa–Porto–Braga–Vigo.
A este propósito, defendeu que esta rede será “determinante para reforçar a competitividade económica e a integração do Norte nas grandes dinâmicas europeias”.
A par disso, destacou o potencial da economia do mar e a necessidade de capacitar o porto vianense como ativo estratégico para o crescimento regional e nacional.
Evidenciando o carácter essencial do contacto direto com as chamadas “forças vivas da região”, que, frisou, permite identificar “um conjunto claro de prioridades que refletem as preocupações concretas das pessoas”, o Secretário-Geral apontou, entre as mais urgentes, a habitação, a saúde, os salários e as infraestruturas.
Neste ponto, fez notar que o desenvolvimento económico só faz sentido se for acompanhado pela criação de mais riqueza e, sobretudo, de melhores salários para quem trabalha.
Ainda no domínio portuário, José Luís Carneiro defendeu que o país enfrenta novas exigências resultantes do crescimento da economia, tanto ao nível das exportações como das importações, o que torna ainda mais relevante uma aposta política consistente no porto de Viana do Castelo, que, enfatizou, “deve ganhar maior centralidade nos investimentos futuros”.
E aproveitou para reforçar que o posicionamento metodológico dos socialistas passa sempre por ouvir e envolver, referindo que, ao longo do dia, esteve reunido não apenas com militantes, mas também com independentes e representantes da sociedade civil.
Garantiu, assim, que “todos têm espaço para participar na construção das propostas”.
“É este espírito de abertura e participação que permite ao PS afirmar-se como uma força política preparada para governar, com soluções sólidas, ancoradas na realidade e orientadas para servir o país”, rematou.