“Mesmo no curso da pandemia e do estado de emergência, o Parlamento continua a funcionar, a democracia continua a funcionar e é o Parlamento que faz o escrutínio do Governo, mas é evidente que também ninguém compreenderia que numa altura em que se está a falar da salvaguarda da vida das pessoas, situações de emergência crítica, que estivéssemos a limitar a responsabilidade do primeiro-ministro”, referiu o líder do PS aos jornalistas, durante uma visita às zonas afetadas pelo mau tempo em Arruda dos Vinhos, distrito de Lisboa.
O Secretário-Geral do PS sublinhou ainda que Luís Montenegro “assumiu a responsabilidade da Administração Interna diretamente”, depois da demissão da ministra da tutela, referindo que “temos de dar também espaço ao primeiro-ministro para fazer aquilo que deve fazer, que é mobilizar todos os meios do Estado”.
José Luís Carneiro destacou ainda o envolvimento do Presidente da República, que “está a acompanhar” a situação de emergência no território nacional.
“É, em certa medida, uma garantia institucional ter o senhor Presidente da República a acompanhar e a preocupar-se desde a primeira hora em fazer a ponte, o diálogo entre as diferentes instituições. Eu próprio também tive esse contacto e esse diálogo com o senhor Presidente da República”, adiantou.
Para o Secretário-Geral do PS, este acompanhamento é “uma garantia, importante do ponto de vista institucional”, apesar de “tudo e apesar de todas as limitações e falhas que não deixarão de ser naturalmente referenciadas quando for esse debate”.
“Vamos aguardar pelo debate que vai ocorrer na sexta-feira e pelas respostas que o primeiro-ministro tem para nos dizer”, adiantou.
Sobre o perfil que deve ter o novo governante que assumir a pasta da Administração Interna, José Luís Carneiro, que já ocupou o cargo, considerou que essa “é uma competência do primeiro-ministro”.
“O que posso é dizer-lhe uma coisa, quando eu formar o meu Governo, terei sempre, pelo menos, duas ou três alternativas para quando tiver de exonerar um, tenha logo a alternativa de uma personalidade com o mesmo perfil ou com melhor perfil de quem é exonerado de funções”, disse ainda o líder do PS.