No debate sobre habitação e arrendamento, o deputado socialista lembrou que o PSD teve 8 anos de oposição para estudar o problema, para preparar soluções e para dizer ao país o que faria diferente, e que após 2 anos de governação não houve mais que promessas, anúncios e a mesma desculpa: os oito anos do Partido Socialista.
“Dez anos de responsabilidade política acumulada”, enfatizou, descrevendo depois a realidade dos factos: “Os preços da habitação continuam a subir. As rendas continuam a aumentar. Em muitas cidades portuguesas, viver tornou-se cada vez mais difícil. Em várias regiões, os preços subiram mais de 20% em poucos anos. E em algumas zonas, comprar casa ultrapassa os três mil euros por metro quadrado”.
Perante este quadro, perguntou ao Governo qual foi a grande medida estrutural que tomou para reduzir o custo da habitação, qual é a meta concreta que tem de construção de habitação acessível até ao final da legislatura e se considera aceitável que uma família veja a sua renda disparar ou entende que devem existir limites equilibrados.
Para demonstrar que o Governo não pode justificar o seu imobilismo com os anos de governação do PS, Humberto Brito lembrou algumas das iniciativas que revelam a prioridade que foi dada a esta matéria:
“Criámos o Primeiro Direito, o maior programa de habitação pública da democracia, reforçámos o Porta 65 Jovem, mobilizámos património público para habitação, apoiámos famílias com crédito à habitação, simplificámos o licenciamento, lançámos o Mais Habitação, colocando a habitação no centro da agenda política”.
Sobre as propostas levadas hoje a debate sobre limites ao aumento das rendas, Humberto Brito defendeu que os congelamentos generalizados, propostos à esquerda, afastam casas do mercado, e que a desregulação total, proposta pela direita, expulsa famílias das cidades.
“Entre esses dois extremos, há um caminho responsável”, referiu, explicando que o Partido Socialista tem uma posição clara: aumentar significativamente a habitação pública e acessível, garantir estabilidade no mercado de arrendamento, protegendo as famílias contra aumentos abusivos e mobilizar investimento público e privado para construir mais casas.
Para o PS, é fundamental que haja limites equilibrados de rendas, para proteger famílias, aumento da habitação pública e acessível e mobilização de investimento público e privado para construir mais casas.
“Este é o caminho responsável, equilibrado e ambicioso que Portugal precisa. O país não pode esperar mais. Os jovens não podem esperar mais. As famílias não podem esperar mais”, concluiu Humberto Brito.