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Governo demonstra incapacidade e insensibilidade para responder às necessidades do país

Governo demonstra incapacidade e insensibilidade para responder às necessidades do país

O Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro, acusou o Governo de “falta de sensibilidade” e de “incapacidade para responder às necessidades do país”, e confrontou o primeiro-ministro com o número de crianças em situação de pobreza, que denominou como “chaga social”.

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O debate com o primeiro-ministro desta tarde demonstrou a “falta de sensibilidade da parte do Governo, a falta de preparação para responder às necessidades das pessoas e a incapacidade para responder às necessidades do país”, denunciou José Luís Carneiro.

O líder do Partido Socialista recordou que, na última vez que Luís Montenegro esteve na Assembleia da República, garantiu que o Governo não aumentaria os impostos. No entanto, foram publicadas duas portarias que aumentaram os impostos sobre os combustíveis e sobre a habitação.

Dando a oportunidade ao primeiro-ministro de se reconciliar com a verdade, José Luís Carneiro sustentou que, se se atender aos mesmos critérios que o PSD utilizou para criticar os governos do PS em termos de impostos, “então chegaremos à conclusão de que, até novembro de 2025, o Governo aumentou a carga fiscal em 6,8%”.

O Secretário-Geral do PS pediu “coragem” a Luís Montenegro para assumir quando faz atualizações como estas. “Não as negue aqui à nossa frente e não as faça nas nossas costas”, apelou.

José Luís Carneiro lembrou ainda quando o primeiro-ministro anunciou, igualmente no Parlamento, a aquisição de 275 viaturas para a emergência médica e, 24 horas depois, soube-se que se tratava da autorização de despesa dada pelo Governo do PS em novembro de 2023. E questionou como Luís Montenegro “teve o topete de trazer à Assembleia uma iniciativa como se fosse da sua responsabilidade”.

O líder do PS mencionou ainda os dados da agência que, na Europa, monitoriza o número de óbitos, que revelou que houve mais de 20% de óbitos em Portugal do que era expectável. Assegurando que o Partido Socialista não fará “o que o primeiro-ministro fez aos governos do PS quando estava na oposição” e evitará a utilização político-partidária deste tema, José Luís Carneiro defendeu que o país tem o “dever de saber se os idosos pereceram por falta de assistência médica, por falta de emergência hospitalar, ou por falta de resposta da emergência pré-hospitalar”.

Governo tentou esconder saldo da Segurança Social

O Secretário-Geral do Partido Socialista sublinhou que, “entre 2015 e 2024, o país fez um esforço enquanto comunidade nacional para reduzir as taxas de pobreza e desigualdade”, tendo Portugal estado entre os melhores a recuperar no conjunto dos países da União Europeia. “É um esforço conjunto, um esforço nacional que tem de nos mobilizar a todos e foi por isso que vi com preocupação que o Governo quer transitar para o Instituto de Segurança Social a responsabilidade do combate à pobreza e às desigualdades”, admitiu, sustentando que a isto se chama “desgraduar politicamente a resposta e a prioridade”.

José Luís Carneiro apontou depois o número de crianças a viver na pobreza: 300 mil. “Destas 300 mil crianças, uma em cada cinco são de famílias que vivem em 76% do rendimento do seu trabalho”, referiu, considerando este problema uma “chaga social”.

No final da sua intervenção, o Secretário-Geral do PS acusou o Governo de ter tentado “esconder o saldo da Segurança Social para não aumentar as pensões mais baixas, como propôs o Partido Socialista”.

“Com o resultado de novembro de 2025, verificámos que o saldo é superior a 1.457 milhões de euros”, tal como o PS tinha vindo a alertar.

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