Durante o debate de urgência requerido pelo Chega sobre o aumento dos preços no cabaz alimentar, nos combustíveis e na habitação, Eurico Brilhante Dias sustentou que este debate apenas foi marcado por causa da urgência do Chega “em tentar fazer com que os portugueses esqueçam que esta guerra e este aumento do preço dos combustíveis têm um culpado, que é o seu amigo” Donald Trump, o atual Presidente dos Estados Unidos da América, que contou com a presença de André Ventura na sua tomada de posse.
O presidente do Chega “é corresponsável politicamente não só pelo apoio que deu à violação do direito internacional, como pelo apoio político a quem faz este tipo de políticas”, assegurou.
O líder parlamentar do PS comentou que “é certo que o Governo podia ser mais lesto, mas cada vez que um português vai à bomba de gasolina e olha para o preço do diesel e do gasóleo, diz ‘cá está o preço de André Ventura e do seu amigo’”.
O presidente do Grupo Parlamentar do PS garantiu que quando a extrema-direita chega ao poder, este é o resultado da sua política: “Aumento do preço dos combustíveis, dos produtores alimentares por via do aumento dos combustíveis, dos materiais de embalagem e dos produtos de embalagem que são necessários para a cadeia alimentar”.
Dirigindo-se novamente a André Ventura, Eurico Brilhante Dias disse que “isto é a extrema-direita a governar” e seria “o senhor deputado a governar, se um dia governasse este país”.
Responsabilidade não é sinónimo de paralisia
Eurico Brilhante Dias comentou também a intervenção do ministro dos Assuntos Parlamentares no debate, que pediu coerência e responsabilidade. E avisou o governante que “responsabilidade não é um sinónimo de paralisia”.
Acusando o Governo de “estar parado”, o presidente da bancada socialista referiu que esta paralisia se nota na agricultura, mais concretamente no preço dos fertilizantes, nas medidas “insignificantes” de apoio à cadeia alimentar, no transporte profissional e nas atividades económicas, como a cerâmica e os materiais de construção.
“Quando olhamos para este Governo, o que vemos é um Governo que confunde responsabilidade com paralisia”, reforçou Eurico Brilhante Dias, aconselhando o Executivo da AD a não fazer um discurso de responsabilidade orçamental ao mesmo tempo que apresenta “medidas demagógicas”.