Durante o debate agendado pelo Chega sobre o aumento do custo de vida, Eurico Brilhante Dias comentou que as “simulações e encenações” de André Ventura “estão cada vez mais fáceis de descobrir”.
Os projetos de lei do Chega para baixar o preço dos combustíveis, com redução do IVA, e o cabaz alimentar a 0% em alguns produtos só poderiam entrar em vigor a partir de janeiro de 2027 e “não amanhã, não em setembro, não em outubro, não em novembro, nem em dezembro”. “As pessoas precisam de apoio hoje”, assegurou.
O líder parlamentar do Partido Socialista recordou que André Ventura teve a oportunidade de ajudar as pessoas mal aumentaram os preços, mas, “a 10 de abril, votou contra as propostas do PS, ao lado do PSD e do CDS”, tendo votado igualmente contra a 2 de julho.
“E hoje, com vários meses de atraso, vem dizer que vai votar favoravelmente a proposta do PS”, criticou Eurico Brilhante Dias, acusando o presidente do partido de extrema-direita de ter traído o seu eleitorado, “que precisava que tivesse dado apoio às propostas do Partido Socialista”, mas André Ventura “fugiu”.
De acordo com Eurico Brilhante Dias, “ficou patente” que a preocupação de André Ventura “não é Luís Montenegro e o Governo”, mas sim o Partido Socialista. E explicou o motivo: “Com um Governo incompetente, que não apoia as pessoas, que está a ganhar dinheiro nos combustíveis e no IVA, só o PS propôs apoiar os portugueses até ao fim do ano”.
O presidente do Chega “foge para 2027”, ou seja, “para quando já não sabe qual será o preço dos combustíveis”.