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“Entre a democracia e aqueles que atentam contra ela não pode haver neutralidade política”

“Entre a democracia e aqueles que atentam contra ela não pode haver neutralidade política”

José Luís Carneiro lançou um desafio frontal a Luís Montenegro para que assuma, sem subterfúgios, de que lado está na segunda volta das eleições presidenciais, marcadas para 8 de fevereiro, deixando claro que, quando a democracia e a Constituição são postas à prova, a ambiguidade é uma forma de cumplicidade.

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À margem de um almoço comemorativo do 30º Aniversário da Associação de Apoio aos Deficientes Visuais de Braga, que decorreu esta segunda-feira, na Póvoa de Lanhoso, o Secretário-Geral do PS deixou claro que “entre a democracia e aqueles que atentam contra ela não pode haver neutralidade política”.

Considerando incompreensível a posição do primeiro-ministro e líder do PSD por não aconselhar o voto em António José Seguro na segunda volta das presidenciais, onde o candidato apoiado pelo PS enfrenta André Ventura, o líder socialista enfatizou que o momento que o país está a viver exige escolhas claras.

Por isso, vincou, Luís Montenegro deve dizer aos eleitores explicitamente se se coloca “do lado dos valores constitucionais e democráticos” ou se, pelo contrário, alinha com forças que os põem em causa.

“Quando valores fundamentais estão em causa, a neutralidade é uma forma de abdicação. Defender a democracia é uma escolha, e é uma escolha clara”, atirou.

E recordou que o PS sempre foi transparente nestas matérias, evocando declarações feitas ainda antes da primeira volta, em diversas ocasiões nas quais deixou claro que, num cenário de confronto entre o candidato apoiado pelos PSD defensor da ordem constitucional e o líder do Chega, o Partido Socialista não teria dúvidas em apoiar quem garante os pilares democráticos.

“Entre a democracia e quem a ataca, não há espaço para ambiguidades”, insistiu.

Após os resultados de domingo, que colocaram António José Seguro e André Ventura na segunda volta, das presidenciais, o Secretário-Geral mostrou-se satisfeito por poder apoiar um candidato que passou ao derradeiro confronto eleitoral, mas advertiu que há ainda um caminho exigente pela frente.

Esse caminho, assinalou, é uma responsabilidade de “todos os democratas, democratas humanistas e democratas cristãos”, bem como de todos os que defendem a Constituição da República.

Traçou depois um contraste nítido entre a maioria da sociedade portuguesa, que descreveu como “generosa e solidária”, e discursos que, nos últimos anos, têm procurado fomentar o ódio, a violência e a descredibilização das instituições.

Neste cenário, sustentou, cabe aos cidadãos, nas urnas, afirmar com clareza o projeto de futuro coletivo que desejam para Portugal.

Seguro é o candidato suprapartidário da democracia

José Luís Carneiro voltou a manifestar estranheza perante as hesitações do primeiro-ministro, reforçando que, do seu lado, do lado dos socialistas, nunca haveria dúvidas sobre quem apoiar num confronto entre democracia e extremismo.

Ainda assim, destacou como sinal positivo o facto de várias vozes no espaço político à direita já terem anunciado publicamente o seu apoio a Seguro, esperando que esse movimento ganhe dimensão e traduza a vontade maioritária da sociedade portuguesa em defender os valores democráticos.

O líder do PS destacou ainda que as eleições presidenciais não são um confronto partidário, lembrando que os candidatos são, por natureza, suprapartidários, para reafirmar que António José Seguro se apresenta como “o candidato de todos os portugueses”, agregando apoios em torno de um denominador comum: a defesa da democracia, da Constituição e da convivência na união e na paz sociais.

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