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“Eleições internas são momento de relançamento da iniciativa política do PS”

“Eleições internas são momento de relançamento da iniciativa política do PS”

O Secretário-Geral socialista deixa claro que as próximas eleições internas do partido serão assumidas como um “momento de relançamento da iniciativa política”, sublinhando que esse processo será decisivo para recentrar o PS como a alternativa de governo e reforçar a sua ligação ao país.

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“O PS tem de voltar a afirmar-se como a grande e a única alternativa política credível e de confiança para todas e para todos os portugueses”, afirmou José Luís Carneiro, sábado, em Lisboa, na abertura da reunião da Comissão Nacional do partido.

No seu discurso, o líder socialista foi perentório ao enquadrar as eleições internas como muito mais do que um exercício orgânico, enfatizando que todos os socialistas deverão fazer delas “um momento de relançamento da iniciativa política do PS”.

Frisando que é com esse objetivo que se recandidata à liderança do partido, José Luís Carneiro sublinhou que o PS precisa de estar “organizado, preparado para o diálogo e para a construção de uma alternativa sólida e credível” ao executivo da AD chefiada por Luís Montenegro, retomando o papel histórico de “grande força motriz das grandes transformações sociais, culturais, económicas e políticas em Portugal”.

O Secretário-Geral do PS apontou a necessidade de avançar com uma estratégia política assente na capacidade de criticar, mas sobretudo de apresentar soluções concretas para os problemas das pessoas.

“Os nossos concidadãos preferem o perfil de quem critica o que está mal, mas que, simultaneamente, é capaz de apresentar propostas para as necessidades das suas condições de vida”, afirmou, referindo áreas como a saúde, a habitação, a economia, os rendimentos e o emprego digno.

“As pessoas confiam em quem quer construir. E rejeitam quem só quer destruir”, acrescentou, salientando o trabalho desenvolvido pelo partido nos últimos meses.

Neste ponto, o líder do PS recordou que o partido tem feito o seu trabalho enquanto oposição responsável, construtiva e propositiva, tendo apresentado ao Governo “um compromisso para as autarquias”, propostas para uma melhor utilização dos fundos europeus destinados à Defesa, soluções para a coordenação da emergência pré-hospitalar, bem como contributos para uma resposta “mais estruturada e duradoura” na habitação e na justiça.

“Em cada uma destas áreas fomos capazes de ouvir (…) pessoas reconhecidas pela sociedade, nos setores mais dinâmicos da cultura, da educação, das empresas e da economia”, assinalou.

E valorizou ainda o papel do Conselho Estratégico socialista, considerando que “o trabalho que tem vindo a ser feito no seu âmbito é da maior importância” e que será a partir daí que o PS aprofundará a sua relação com a sociedade.

“Temos, pois, de manter esse diálogo com as pessoas, com as suas instituições e representações”, defendeu, reiterando que o processo eleitoral interno deve reforçar essa abertura e essa proximidade.

Partido de valores e de ação

Na parte final da intervenção, José Luís Carneiro apelou à mobilização interna e à confiança dos portugueses.

“Aos dirigentes, militantes e simpatizantes peço uma forte e renovada mobilização”, afirmou, antes de se dirigir a “todas as portuguesas e portugueses, a todos os democratas, a todos os que aspiram a um país mais decente”, pedindo que “confiem nos valores, nos ideais e na capacidade do PS para os aplicar na vida concreta das pessoas”.

“Teremos a humildade democrática para ir ao seu encontro, para saber ouvir e para fazer o melhor por Portugal”, assegurou, reafirmando a ambição de um PS “progressista, humanista e moderado, um partido de valores, mas também de ação”.

Um partido, concluiu, com “a ambição de um Portugal que inova, que cresce, que cria riqueza e que proporciona melhor qualidade de vida e prosperidade”, num caminho que propôs fazer “com renovada ambição e com determinação”.

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