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Declaração política intempérie Kristin

Declaração política intempérie Kristin

Declaração política intempérie Kristin

Secretário Geral do PS | José Luís Carneiro

Largo do Rato | 2026.01.30

 

  1. Reitero as condolências às famílias das vítimas mortais desta tempestade. E manifesto a solidariedade do PS às populações afetadas nas suas condições de vida e na destruição do seu património.

 

  1. Uma palavra de gratidão aos autarcas, forças e serviços de segurança e proteção civil, bombeiros e entidades públicas, sociais e privadas que estão a cooperar para repor e recuperar infraestruturas e equipamentos públicos e privados.

 

  1. Acabei de reunir online com autarcas socialistas dos concelhos mais afetados pela tempestade dos últimos dias e com deputados desses distritos. Foi possível fazer um ponto da situação e ouvir algumas das suas preocupações. E perceber como a vida normal de muitas famílias portuguesas estão afetadas em variadíssimas dimensões, pondo mesmo em causa a sua subsistência quotidiana. Tivemos relatos de localidades onde as pessoas estão totalmente isoladas e vivem momentos de grande sofrimento.

 

  1. A sensação com que se fica é que, mais uma vez, o Governo mostrou insensibilidade e impreparação para antever e gerir atempadamente a crise. Tinha acontecido no apagão e nos incêndios. E voltou a acontecer agora.

 

  1. O IPMA informou a tempo e horas. O que significa que se conheciam as características da tempestade e onde ela poderia ser mais severa.

 

  1. A depressão atingiu Portugal Continental na noite de dia 27 e madrugada de dia 28, a ANEPC só decretou e comunicou o nível Máximo do Estado de Prontidão Especial (nível IV) às 16h do dia 27, ou seja, a menos de 12h da passagem da frente secção mais ativa da depressão, o que é manifestamente tarde e em cima da hora para se poder preparar e reforçar os dispositivos de resposta.

 

  1. Não houve reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil, antes, durante ou depois da passagem da depressão, ou seja, mais uma vez, como aconteceu com a gestão dos incêndios não existiu a coordenação política interministerial prevista no Sistema de Proteção Civil. O que teria permitido a devida articulação com a Defesa Nacional.

 

  1. A declaração da situação de calamidade foi tardia. Devia ter sido decretada a meio do dia 28 de janeiro assim que se soube da extensão dos danos.  Do ponto de vista da comunicação de crise a mesma tem sido inapropriada e pouco expressiva.  Não se percebe porque é que não foi acionado o Plano Nacional de Emergência e Proteção Civil a 28 de janeiro e implementados os pressupostos e a organização de gestão operacional nele prevista que seguramente iriam facilitar a gestão desta emergência complexa.

 

  1. Não é esta a hora para pedir responsabilidades. Também não é a hora para as esconder. É a hora para exigir eficácia nas respostas do governo às populações. O Estado não pode falhar aos cidadãos. A solidariedade do Estado não pode ser uma palavra vã. Agora, há que apoiar, com a urgência necessária e de forma muito musculada, as vítimas destes acontecimentos. As autarquias. As instituições. As empresas. As famílias.

 

  1. O governo e as autarquias contarão com todo o PS para este momento que exige coesão e solidariedade nacionais.

 

  1. O PS, através dos seus deputados e autarcas, acompanhará de perto a resposta à necessidade das populações e a reposição das condições de vida, nomeadamente de eletricidade, água e comunicações. E contribuirão ativamente para que sejam disponibilizados com toda a celeridade aos apoios financeiros a todas as entidades.

 

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