Para Fernando Medina, que ontem falava aos jornalistas na Assembleia da República no final da primeira reunião plenária da nova legislatura, a prioridade do Governo passa não só por manter a estratégia de contas certas, como em continuar a avançar com medidas que ajudem a “reduzir a dívida pública”, sustentando serem estas duas das prioridades decisivas que “o país entende bem”, e sem as quais “seria muito difícil” apetrechar a economia com os instrumentos necessários de apoio “à vida das famílias e das empresas”.
De acordo com o ex-autarca de Lisboa, que vai suceder no XXIII Governo Constitucional a João Leão na pasta das Finanças, ter contas certas é desde logo, como salientou, “um ativo muito importante para a credibilidade internacional do país” e uma forma segura de a economia portuguesa poder continuar a usufruir de boas “condições de financiamento”.
Quanto a poder ser um ministro das Finanças com uma postura mais ou menos impositiva em relação aos seus antecessores, Fernando Medina deixou a certeza de que não haverá também aqui qualquer surpresa, lembrando que o Governo anunciou há muito tempo que um dos seus objetivos estratégicos passa pela “dimensão da consolidação” das finanças públicas, com redução da dívida, estratégia na qual, garante, se revê totalmente.
Uma estratégia, como acrescentou, que tem sido a “matriz da governação do PS nos últimos anos”, e que será mantida no XXIII Governo com a orientação do primeiro-ministro, António Costa, e “com a minha condução direta na parte das Finanças”.
Fernando Medina foi ainda questionado sobre o Orçamento do Estado e as metas do défice, temas sobre os quais disse preferir falar depois de tomar posse como ministro das Finanças, ato que acontece já esta quarta-feira no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.