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COMUNICADO Nº 95

COMUNICADO Nº 95

COMUNICADO Nº 95

 

Sra MINISTRA,

Porque não se DEMITE?

Porque está presa a um lugar onde não serve o interesse das pessoas e deixa em ABANDONO

as MULHERES que vão parir.

 

O país tem vindo a assistir ao aumento de nascimentos em ambulâncias e noutros meios de transporte, situação que se agravou substancialmente ao longo do último ano, vindo agora a culminar com o nascimento de um bebé em plena via pública. Aconteceu ontem, no Carregado: uma parturiente foi ajudada pelo seu próprio pai a parir o bebé, enquanto a mãe da parturiente estava ao telefone com a linha Saúde 24, forçada a ouvir uma gravação em inglês, sem conseguir apoio para a filha. A parturiente e o bebé acabaram mais tarde por ser conduzidos pelos Bombeiros para um hospital fora da área de residência (Hospital Distrital de Santarém) por falta de capacidade do Hospital de Vila Franca de Xira e do Hospital de Torres Vedras para os receber. A Maternidade Alfredo da Costa havia, entretanto, recusado fazer o acompanhamento desta grávida.

 

O direito à assistência no parto é uma questão de saúde e de dignidade humana. Este Governo está a tratar as mulheres grávidas de forma inqualificável. A Saúde Materno-Infantil, que o SNS universalizou, representou um avanço civilizacional que colocou Portugal no topo dos países com menores taxas de mortalidade infantil do mundo. A ação deste Governo está a conduzir Portugal para o lugar de onde saiu há décadas.

 

A situação caótica a que este governo tem vindo a conduzir o Serviço Nacional de Saúde (SNS) atingiu o impensável, com o encerramento sistemático de serviços de obstetrícia e de maternidades, negando assistência médica às mulheres e às crianças no momento do parto. Esta é uma realidade chocante que o governo pretende normalizar, fazendo fracassar o Serviço Nacional de Saúde através da ação política de uma Ministra sem quaisquer condições para exercer a função. A Ministra da Saúde tem revelado não só incompetência, mas também a maior insensibilidade perante as questões da Saúde Materno-Infantil.

 

O desfecho foi feliz, mas o caso ilustra um Estado inoperante, um governo ausente em férias, e um silêncio ensurdecedor por parte de quem governa. O país está parado e a Ministra não se preocupa, nem apresenta nenhuma solução para os graves e recorrentes problemas que têm surgido com mulheres grávidas.

 

O Silêncio é cúmplice.

 

Se houvesse responsabilidade política, a Ministra já se teria demitido ou sido demitida.

 

O Secretariado Nacional das MS-ID

Lisboa, 12 de agosto de 2025

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