Participando este no encerramento do XXIII Congresso Regional do PS/Madeira, José Luís Carneiro considerou que a nova líder dos socialistas madeirenses é a “intérprete da nossa esperança num futuro melhor para a Região Autónoma da Madeira”. “Depositamos em Célia Pessegueiro toda a esperança, confiança e energia para dar maior futuro à Madeira e ao povo madeirense”, afirmou, destacando ainda o seu percurso como líder da JS/Madeira e como a primeira mulher a ser eleita presidente de Câmara na Região.
“Algo que me diz que ela está destinada a ser a primeira mulher presidente do Governo Regional da Madeira”, intuiu José Luís Carneiro, enaltecendo o perfil humano, cívico e político de Célia Pessegueiro, algo que a habilita a ser a “intérprete da vontade e o rosto dos madeirenses”.
Atentado à Autonomia
Em solo madeirense, José Luís Carneiro não deixou também de se referir às polémicas alterações ao Subsídio de Mobilidade, situação que classificou como o “atentado mais flagrante” da AD à Autonomia das Regiões.
O Secretário-Geral do PS afiançou que, sendo primeiro-ministro, terá “o maior respeito pelo Estatuto da Autonomia regional da Madeira e dos Açores” e que “em circunstância alguma vos farei aquilo que este Governo da AD vos está a fazer neste momento”.
Como afirmou, “quando o Governo da AD, liderado por Montenegro, avança com uma proposta para a mobilidade entre o Continente e as Regiões Autónomas que estabelece uma discriminação negativa entre cidadãos que vivem no Continente e na Madeira e Açores, está a afrontar o artigo 13.º da Constituição, que afirma que ninguém pode ser discriminado em função das suas origens territoriais”.
No seu entender, não se pode exigir aos cidadãos da Madeira e dos Açores aquilo que não se exige aos do Continente, pelo que esta luta deve merecer a energia, força e determinação de todos os socialistas nacionais, mas também de todas as forças e instituições regionais.
José Luís Carneiro aproveitou ainda para apelar ao voto em António José Seguro para Presidente da República, salientando que no próximo dia 18 está em jogo quem garante melhor os valores e princípios da Constituição. Como sublinhou, a candidatura de Seguro garante o respeito pelos valores de Abril, os valores da constituição e a defesa da liberdade. “É um candidato que quer que o país avance com justiça social, sem que ninguém fique para trás”, rematou.