Numa tomada de posição pública, Carlos César enquadrou estas eleições presidenciais num contexto particularmente exigente, marcado por um ambiente político nacional sensível e por um quadro europeu e internacional instável. Neste cenário, destacou a necessidade de uma escolha responsável e mobilizadora em torno de uma candidatura que ofereça garantias de estabilidade democrática e respeito pelos princípios de Abril.
O presidente do PS reconheceu a existência de várias candidaturas no espaço da esquerda democrática e do centro-esquerda, bem como noutras áreas políticas, mas defendeu que António José Seguro reúne condições únicas para assegurar uma passagem à segunda volta capaz de tranquilizar eleitoras e eleitores que, partindo de sensibilidades distintas, convergem na defesa da Constituição, do Estado de Direito democrático e do equilíbrio de poderes.
Carlos César recordou que o apoio do PS à candidatura de António José Seguro foi formalmente aprovado pela Comissão Nacional do partido, na sequência de uma resolução apresentada a pedido do Secretário-Geral. Nesse documento, o Partido Socialista identificou como prioridades do próximo mandato presidencial a promoção do equilíbrio entre interesses sociais, culturais e políticos diversos, bem como a defesa ativa das marcas fundadoras da democracia portuguesa face a tentativas de desvalorização do legado de Abril.
Para o presidente do PS, António José Seguro representa a melhor opção presidencial para cumprir esse desígnio. Essa convicção foi assumida de forma clara no momento em que o partido deliberou o seu apoio, sublinhando que, com essa decisão, o PS esgota a sua participação enquanto entidade autónoma no processo eleitoral, respeitando plenamente a natureza pessoal do voto presidencial.
Carlos César destacou ainda que as eleições presidenciais são, por definição, um exercício de liberdade individual, salientando que a posição do Partido Socialista não condiciona a decisão de militantes e simpatizantes, que votarão de acordo com a sua consciência. Ainda assim, reiterou que a preferência política do PS é clara e assenta numa avaliação responsável dos candidatos em presença.