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Carla Eliana Tavares eleita presidente das Mulheres Socialistas

Carla Eliana Tavares eleita presidente das Mulheres Socialistas

Carla Eliana Tavares foi eleita, no sábado, como presidente das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos (MS-ID), com 64,5% dos votos, sucedendo a Elza Pais, que ocupou a liderança da estrutura durante uma década.

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Concluído o escrutínio dos votos das eleições internas, que decorreram entre sexta-feira e sábado, Carla Eliana Tavares obteve 5.413 votos (64,5%), enquanto La Salette Marques reuniu 2.536 votos (30,2%). Foram ainda contabilizados 369 votos brancos (equivalendo a 4,4%) e 82 nulos (0,9%).

A nova presidente das MS-ID dirigiu uma palavra de “gratidão” a todas as militantes que participaram na eleição e pela “confiança” em si depositada, manifestando também “o sentido de responsabilidade e a plena consciência do trabalho” que a equipa por si liderada tem agora pela frente, “já a partir de amanhã”.

“Queria deixar também uma palavra de saudação à outra candidatura. (…) A partir deste momento somos todas Mulheres Socialistas e eu, a estrutura e o Partido Socialista, conta com todas para o trabalho que está por fazer”, disse ainda.

Com um percurso ligado às áreas do direito, da igualdade e da política, Carla Eliana Tavares é advogada, doutoranda em Estudos de Género, antiga deputada à Assembleia da República e exerce desde 2020 a presidência da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), integrando também o Conselho Executivo da Equinet – Rede Europeia de Organismos para a Igualdade.

Sob o lema “Levar a Igualdade a Sério”, nome da sua Moção Política Nacional, a nova presidente da estrutura nacional das MS-ID propõe iniciar um novo ciclo de valorização e credibilização das Mulheres Socialistas, sublinhando a necessidade de transformar a igualdade entre mulheres e homens através de ação política consistente, diálogo interno e intervenção ativa na sociedade.

Carla Eliana Tavares sublinha também “a importância de uma atuação mais propositiva, com influência direta nas opções políticas do Partido Socialista no território, junto do poder local e a nível nacional, baseada em soluções legislativas, trabalho técnico especializado e acompanhamento contínuo e transversal das políticas de igualdade”, defendendo que a estrutura das Mulheres Socialistas “pode reforçar a sua visibilidade, influência, capacidade de intervenção e inovação, assumindo um papel mais ativo no debate político e social sobre políticas públicas transversais direcionadas para o combate às desigualdades”.

Nas eleições de sexta-feira e sábado foi também eleita a Comissão Política Nacional das MS-ID, com a lista B, proposta por Carla Eliana Tavares, a recolher 4.968 voto, que correspondem à eleição de 33 mandatos, e a lista A, proposta por La Salette Marques, a obter 2.571 votos, correspondentes a 17 mandatos.

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