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Apoios de Portugal não estão a chegar a luso-venezuelanos carenciados

Apoios de Portugal não estão a chegar a luso-venezuelanos carenciados

O presidente do Grupo Parlamentar do PS alertou, em Caracas, que os apoios de Portugal não estão a chegar à comunidade luso-venezuelana mais carenciada, afirmando que “é preciso fazer mais” e que essa é uma informação que levará ao Presidente da República e ao Governo português.

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Eurico Brilhante está a acompanhar o Secretário-Geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, e o responsável pelo departamento das Comunidades Portuguesas do PS, Paulo Pisco, numa visita que se estende por quatro dias à Venezuela para contactos com a comunidade portuguesa no país e com as autoridades locais em várias cidades.

“Visitamos uma organização não governamental, gerida por portugueses”, a Regala Una Sonrisa (Dê Um Sorriso), com “uma forte ligação à comunidade portuguesa” e “onde é evidente que os apoios dos serviços consulares à comunidade não estão a chegar”, disse o líder parlamentar socialista, após um encontro com representantes de várias instituições luso-venezuelanas, no Centro Português de Caracas.

“Essas dificuldades têm a ver muito com a operacionalização com a Caixa Geral Depósitos do acesso aos instrumentos, aos cartões bancários para ter acesso a esses recursos”, apontou.

“Levamos esse problema para procurar ajudar, mas acima tudo há uma comunidade que vai tendo várias idades, vai ficando mais envelhecida e precisa de apoio social. Esse apoio social é parco, é escasso, temos de fazer mais e é esse património que levamos”, acrescentou Brilhante Dias.

O presidente do grupo parlamentar do PS explicou ainda que a comunidade lusa “é uma comunidade muito antiga, numerosa e importante para a Venezuela, mas que precisa que as autoridades portuguesas estejam ao seu lado”.

“E é isso que viemos fazer aqui neste momento que é particularmente desafiante para a Venezuela, com todas as alterações que tem havido, e é por isso que Portugal tem que dar um sinal diplomático de proximidade à sua comunidade para a proteger”, sublinhou.

O presidente do Grupo Parlamentar disse ainda que o PS informará o Presidente da República, António José Seguro, o Governo de Portugal e, em particular, o primeiro-ministro sobre a situação da comunidade luso-venezuelana.

Por outro lado, explicou, a visita à Venezuela tem sido “muito intensa em diferentes domínios”, inclusive o do ensino local do português onde há muito trabalho por fazer.

“A visita à Universidade Central da Venezuela teve uma dimensão também ligada à língua portuguesa, e também é evidente que os contactos que temos tido com diferentes personalidades da comunidade portuguesa, a questão da língua é muito importante”, referiu.

Segundo Eurico Brilhante Dias, é verdade que têm sido dados passos no sentido de aprofundar a ligação entre Portugal e a Venezuela, mas acima de tudo, entre Portugal e a comunidade portuguesa, para que o ensino do português se possa desenvolver, “mas é claramente insuficiente”.

“O português é uma língua, é a principal língua do Sul Global, e aquilo que nós vamos percebendo é que há muito trabalho para fazer para que na Universidade voltemos a ter uma cátedra”, disse, assinalando também que ficou patente, neste contacto com a comunidade, que os filhos e netos dos portugueses “gostavam de ter uma escola portuguesa em Caracas”.

“Essa é uma aposta que temos de fazer no futuro: ter uma escola portuguesa em Caracas. Pela sua dimensão, a comunidade portuguesa merece uma escola portuguesa, e essa é uma aposta, uma proposta que o Partido Socialista avançará na Assembleia da República”, garantiu o líder parlamentar do PS.

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