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Alexandra Leitão aponta “ano perdido” pelo Governo para melhorar a Justiça

Alexandra Leitão aponta “ano perdido” pelo Governo para melhorar a Justiça

A líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, defendeu ontem que o ano de governação do PSD/CDS foi “um ano perdido” em termos de avanços no acesso, transparência e celeridade da Justiça e criticou um “discurso alarmista e populista” sobre segurança.

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“Nós estivemos a ver o que é que podemos fazer para melhorar, no caso da Justiça, as questões que têm a ver com o acesso, a transparência e a celeridade. Nestas áreas, mais do que reverter, o que está causa é que de facto foi um ano perdido”, criticou.

Falando aos jornalistas no final do debate sobre Justiça e Segurança Interna, que encerrou o ciclo de nove sessões temáticas no âmbito do processo de construção do Programa Eleitoral do PS às Legislativas, Alexandra Leitão apontou que “não se avançou em nenhuma destas três dimensões” e “não se fez mesmo nada” sobre estes aspetos na governação da AD.

“Mais do que reverter, é mesmo considerar que neste ano não se avançou em nada disto. E, portanto, nesse sentido foi um ano perdido que, esperemos nós, o Partido Socialista tenha a possibilidade, que vai ter, de vir a recuperar”, apontou.

Discurso alarmista e populista em torno da segurança é “duplamente errado”

A também candidata socialista à presidência da Câmara de Lisboa criticou ainda “o discurso alarmista e um pouco populista em torno da segurança”, considerando que é um discurso “duplamente errado”.

“Errado porque os factos o desmentem e errado porque esse discurso contribui, ele próprio, para aumentar a perceção de insegurança e, portanto, é um discurso que os políticos não devem fazer”, avisou.

Alexandra Leitão lembrou os dados oficiais que permitem sustentar que Portugal é um país seguro, vincando as áreas prioritárias, sobre as quais o PS continuará a trabalhar e a melhorar.

“O policiamento de proximidade é fundamental, e é algo no qual seguramente o programa eleitoral do Partido Socialista investirá”, disse.

A dirigente socialista defendeu ainda que é nas áreas de soberania que “faz sentido haver um consenso mais amplo entre as forças políticas moderadas”.

“O que significa que é importante que essas forças moderadas não adotem certos discursos que, obviamente, não ajudam a este consenso. As áreas de soberania são áreas em que gerar um amplo consenso é útil”, concluiu.

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