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PS quer conciliar combate às alterações climáticas com desenvolvimento económico

PS quer conciliar combate às alterações climáticas com desenvolvimento económico

O Secretário-Geral do PS, Pedro Nuno Santos, manifestou-se disponível para um consenso alargado sobre o combate às alterações climáticas e defendeu que é preciso conciliar a proteção do ambiente com o desenvolvimento económico.

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“Esta é uma área onde nós precisamos de um consenso alargado na sociedade portuguesa e nós queremos contribuir para esse consenso com soluções, com caminhos”, declarou Pedro Nuno Santos, falando no início de mais uma sessão temática, organizada na sede nacional, no âmbito do processo de elaboração do programa eleitoral às legislativas, dedicada à temática do ‘Ambiente e Clima’.

Antecedendo o encontro, que reuniu vários especialistas do setor, o líder socialista defendeu que as alterações climáticas são “um dos temas centrais nas sociedades contemporâneas”, frisando que, em Portugal, já se sente o seu impacto, por exemplo através da desertificação, incêndios ou erosão costeira.

“Por isso, este é um tema de máxima importância e, ao contrário do que muitos pensam, esse é também um dos nossos desafios: conseguirmos mostrar que é possível um alinhamento entre a economia, o desenvolvimento económico e a proteção do ambiente, da natureza”, referiu.

Pedro Nuno Santos chamou a atenção de que é preciso olhar para a transição climática e energética “como uma oportunidade de desenvolvimento económico e não um peso sobre as populações”.

“Nós temos que conciliar quem quer evitar o fim do mundo com quem quer chegar ao fim do mês”, disse, frisando que essa deve ser o objetivo quando se adotam políticas públicas para proteger o ambiente.

Depois, Pedro Nuno Santos abordou os compromissos assumidos pelo país, salientando que o PS quer ouvir especialistas no setor para melhor perceber “como é que se pode chegar lá” e “como é que podemos aproveitar esta transição como uma oportunidade de desenvolvimento no país no que diz respeito a novas atividades económicas, a novos empregos”.

Frisando que Portugal já tem vantagens conquistadas em algumas áreas, designadamente na produção de energias renováveis, o Secretário-Geral do PS reconheceu, contudo, que há áreas em que o país tem ainda caminho a percorrer.

“E por isso, queria ouvir-vos: vocês que trabalham nestas áreas há muitos anos e que sabem infinitamente mais do que eu, para poderem ajudar-nos a refletir e a retirarmos contributos das vossas intervenções para o nosso programa eleitoral”, disse, dirigindo-se às personalidades convidadas que participaram no debate.

Compromisso com metas e eficiência energética

O ex-ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, um dos convidados a participar no debate, sublinhou também a necessidade de garantir que os jovens, em particular, e a população, no geral, são envolvidos nas decisões políticas e de conciliar o crescimento económico com a proteção do clima.

Falando aos jornalistas no final da sessão, Duarte Cordeiro, garantiu que os socialistas estão comprometidos com a meta de atingir a neutralidade carbónica até 2045 e de proteger 30% do território terrestre e marítimo até 2030, deixando críticas ao atual Governo no que se refere à aposta nas energias renováveis.

“A energia renovável tem sido dos principais motores da economia do nosso país nos últimos anos. Mas sente-se alguma inação, alguma falta de diálogo por parte do Governo e algum arrefecimento neste setor e alguns investidores a saírem de Portugal”, lamentou.

Outro ponto crítico assinalado relaciona-se com os incentivos fiscais para a eficiência energética dos edifícios, defendendo Duarte Cordeiro que o fim do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não deve ser um motivo para acabar com políticas públicas sobre a matéria.

“Descontinuar políticas que tiveram sucesso, com enorme impacto nas famílias, depois do PRR é um erro”, avisou.

À semelhança do que tinha feito Pedro Nuno Santos no início desta sessão, Duarte Cordeiro também defendeu que as políticas públicas em termos de combate às alterações climáticas devem ser “alvo de esforços de consensos institucionais e partidários”.

Entre as personalidades ouvidas pelo Secretário-Geral do PS nesta sessão, estiveram o também ex-ministro do Ambiente João Pedro Matos Fernandes, o deputado Pedro Vaz, vice-presidente da comissão parlamentar de Ambiente e Energia na última legislatura, o presidente da Associação para a Gestão de Resíduos Urbanos (ESGRA), Paulo Praça, o vice-presidente do Conselho da Ação Climática, Jorge Cristino, ou o ex-diretor-geral da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), Jerónimo Cunha.

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