“Saímos daqui reforçados e podem ter a certeza de uma coisa: O PS vai ganhar as eleições”, garantiu o Secretário-Geral socialista aos jornalistas que o aguardavam à saída da sede nacional do Partido, em Lisboa, numa declaração em que aproveitou para sublinhar “uma votação muito esmagadora”.
Assinalando que os socialistas vão partir para a campanha eleitoral “com humildade”, o líder do PS assegurou que o Partido está unido e focado em “mobilizar o povo português para ganhar estas eleições”.
E reiterou que as sondagens “não alteram o ânimo” no PS, frisando que os socialistas não se condicionam por inquéritos mais ou menos favoráveis.
Numa crítica direta ao Governo da AD, que, censurou, “faz propagação de propaganda”, Pedro Nuno Santos adiantou que a saúde e a habitação serão temas prioritários na campanha eleitoral, deplorando o falhanço e a incompetência demonstrada pelo executivo de Luís Montenegro nessas áreas vitais para o país.
Antes da saída do Secretário-Geral, o presidente do PS, Carlos César, falou à comunicação social desde a sala de imprensa, para apresentar as principais conclusões desta Comissão Política Nacional.
Na sua intervenção, César saudou “a unidade e o entusiasmo com que todo o Partido se envolve nesta campanha para as próximas eleições legislativas”, como demonstra, de resto, o resultado da votação nas listas: 66 votos a favor, cinco contra e um nulo.
“É um momento em que os socialistas estão empenhados, estão unidos em torno da sua liderança e em torno do sentido de mudança que importa imprimir na sociedade portuguesa”, sublinhou Carlos César, contrapondo com a “situação de grande fragilidade” que afeta o Governo da AD, quer “pelas questões que têm envolvido o primeiro-ministro”, quer “pelos sinais de intolerância e de desrespeito pela lei que frequentemente demonstra”.
Listas refletem grande renovação
A propósito da elaboração das listas, Carlos César assinalou a complexidade na organização do processo que agora termina com a aprovação da composição de candidatos a deputados, vincando ser normal, e até desejável, que tenha havido, num momento de debate prévio e no seio de um partido pluralista, “divergências de opinião quanto a quem deve estar mais à frente ou mais atrás numa lista ou na presença mais numerosa ou menos numerosa de homens, de mulheres ou de jovens”.
A terminar, o Presidente do PS fez notar que mais de metade dos cabeças de lista socialistas são novos.
“Há uma renovação muito importante nestas listas”, destacou.