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Fernando Medina elogia percurso do PS e diz-se orgulhoso por pertencer à família socialista


O PS vai encarar as próximas eleições autárquicas como o mesmo espírito de sempre: de “consciência tranquila e sem “nenhuma clubite exagerada ou vaidade injustificada”, defendeu o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina ontem, na sessão evocativa do 48º aniversário do Partido Socialista.

“Tenho um grande orgulho em ser do PS”, começou por referir o autarca de Lisboa no início da sua intervenção na sessão comemorativa que ontem se realizou em Lisboa do 48º aniversário do PS, atribuindo aos socialistas o papel primordial na defesa da “modernização, do progresso e da proteção da justiça social” em Portugal, quer quando o partido está na governação do país, quer nas autarquias ou assumindo as mais altas responsabilidades no Governo Regional dos Açores, uma marca que para Fernando Medina é “motivo de orgulho para a família socialista”.

Um orgulho que para o autarca é partilhado por todos os que nas autarquias, no Governo ou nas regiões autónomas, trabalham diariamente, “lado a lado, ombro a ombro” para o progresso e o bem-estar dos portugueses, e que continuam a lutar e a trabalhar pela construção de uma “sociedade mais justa e mais desenvolvida”.

Quanto às próximas eleições autárquicas, que se vão realizar entre setembro e outubro, Fernando Medina deixou a promessa de que os candidatos socialistas não deixarão de falar com clareza e “olhos nos olhos” aos eleitores, “como sempre o fizeram”, quando for a altura de pedir aos portugueses para “renovarem a confiança no projeto do PS”.

Reconhecendo que o partido vai enfrentar nestas eleições “mais uma difícil batalha”, o dirigente socialista sublinhou que também o PS também o fará de “consciência tranquila”, de quem, de “norte a sul do país, do interior às ilhas atlânticas”, tem sido capaz ao longo dos anos de fazer “o que é necessário em cada momento” para defender Portugal e os interesses dos portugueses.

Combater a pandemia

Ainda de acordo com Fernando Medina parte significativa do próximo mandato autárquico será gasto a combater a pandemia de covid-19, uma batalha que para o autarca da capital conseguirá obter melhores resultados caso esta contenda seja estrategicamente “alargada e em articulação” com o Governo da República.

Depois de agradecer aos fundadores do PS, o autarca defendeu que a única forma de o partido continuar a desempenhar o papel liderante que tem vindo a assumir desde abril de 1974 na sociedade portuguesa, é a de “prosseguir o seu caminho”, mantendo “os seus princípios de sempre” que passam por assegurar “todos os direitos políticos, económicos e sociais de uma sociedade mais justa, mais equilibrada e mais desenvolvida”.

Ainda segundo Fernando Medida é determinante que o PS continue a manter a lucidez de saber “interpretar os sinais do nosso tempo”, de forma prática e concreta, “não ostentatória e sem recorrer a discursos de autossatisfação”, mas, pelo contrário, sabendo encontrar em cada tempo as “fórmulas práticas e concretas” para ajudar a melhorar a vida dos portugueses, e permanentemente sustentadas nos “nossos princípios de sempre”, insistindo na tese de que o PS “é um partido moderno” com as respostas adequadas às exigências das novas gerações.

Também a secretária nacional para as Autarquias, a deputada e antiga presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha teceu vários elogios ao percurso do PS ao longo dos últimos 48 anos, para depois prestar uma sentida homenagem aos 115 presidentes de câmaras socialistas eleitos nas primeiras eleições democráticas locais, em 1976, elegendo o entusiasmo dos homens e das mulheres socialistas que nas autarquias, com o seu empenho e dedicação, quiseram “mudar o mundo”, reconhecendo que o poder local democrático atingiu hoje, “muito graças ao PS”, uma “maturidade, conhecimento, formação e meios” que na altura eram atributos que não passavam de uma miragem.