fbpx

SNS está preparado para as novas metas do plano de vacinação


Não vai haver “falhas de enfermeiros ou de outros profissionais de saúde para responder às novas metas do plano de vacinação”, garantiu o primeiro-ministro, referindo que já estão identificadas todas as necessidades ao nível dos recursos humanos.

De acordo com o primeiro-ministro, que falava no final do Conselho de Ministros na passada quinta-feira, no Centro Cultural de Belém, o país não enfrentará, “em nenhum momento”, a falta de pessoal especializado para responder às necessidades diárias da nova fase de vacinação contra a Covid-19 neste segundo trimestre do ano, garantindo que estão identificadas todas as necessidades do novo processo ao nível dos recursos humanos.

Ainda segundo António Costa, mesmo que eventualmente e “muito pontualmente” se venha a verificar uma qualquer carência de resposta, o Serviço Nacional de Saúde está devidamente preparado e convenientemente dimensionado para responder de forma assertiva a essa privação.

Está, portanto, como assegurou o primeiro-ministro, “tudo devidamente planeado” quanto à programação do processo de vacinação, que vai ser cumprido, como garantiu, de “forma totalmente tranquila”, lembrando a este propósito o sinal positivo que já foi, entretanto, dado este fim de semana com o “aumento substancial do número de pessoas vacinadas” e com a testagem que será feita na semana posterior à Páscoa. Medidas que serão reforçadas, nos “próximos dias 10 e 11”, com a vacinação “maciça do restante pessoal docente e não docente das escolas”, salientando António Costa serem estes “momentos decisivos” para se poder aferir as metodologias aprovadas para a vacinação.

Avançar com a testagem

Entretanto o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, garantiu já que o Governo vai avançar entre hoje, 5 de abril, dia em que os alunos dos 2º e 3º ciclos “voltaram a ter aulas presenciais”, e o próximo dia 9, com a testagem a cerca de 150 mil professores e pessoal não docente no arranque do terceiro período letivo, um processo que decorrerá em simultâneo tanto no sector público como no privado, dando “continuidade à implementação da Estratégia Nacional de testes para SARS-CoV-2”.

Nesta primeira fase, lembrou o ministro da Educação, o objetivo é testar a “totalidade dos professores e dos profissionais não docentes” do 2º e 3º ciclos do ensino básico de todos os municípios, bem como de “todos os que trabalham em estabelecimentos de educação pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico”, um processo que será igualmente estendido, como garantiu ainda Tiago Brandão Rodrigues, aos restantes trabalhadores das outras atividades escolares, como são os casos, designadamente, das “atividades de animação e de apoio à família”, com especial destaque para os funcionários das escolas inseridas em concelhos com uma incidência da doença de covid-19 superior a 120 casos por 100 mil habitantes, um processo de testagem que será também dirigido aos trabalhadores ligados às “atividades vocacionadas para o enriquecimento curricular”.

Ainda de acordo com as recomendações anunciadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), todos os docentes e não docentes, já vacinados ou que venham ainda a sê-lo, deverão em qualquer dos casos sujeitarem-se aos testes, lembrando o ministro que este tem sido um dos focos que tem permitido o “baixo número de casos positivos registados nas escolas”, que até ao momento “rondam apenas os 0,1%”.

Sobre o regresso esta segunda feira, dia 5 de abril, dos alunos do 2º e 3º ciclos às aulas presenciais, depois de terem estado desde o final de janeiro em casa devido ao agravamento da pandemia, o ministro da Educação lembra que a partir de agora apenas os alunos do secundário e do ensino superior vão continuar a ter aulas à distância, uma situação que para Tiago Brandão Rodrigues “deverá ser alterada já no dia 19 deste mês de abril, quando se iniciar a terceira fase de desconfinamento”.