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Grande desafio do país é definir os projetos reformistas com impacto na economia e no emprego


Os desafios que estão colocados ao país até 2026 no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), segundo o primeiro-ministro, passam por identificar projetos viáveis que simultaneamente tenham um impacto imediato na reanimação da economia e no emprego, mas também no “potencial de reforma estrutural do país”.

No âmbito da consulta pública do Plano de Recuperação e Resiliência, estão hoje a ser divulgados através do portal do Governo na Internet e das redes sociais dois vídeos, nos quais o primeiro-ministro desenvolve vários tópicos acerca da aplicação da chamada “bazuca europeia”, como resposta à crise económica e social provocada pela pandemia de Covid-19.

Enquanto no primeiro vídeo António Costa lembra que o PRR “não é um programa de resposta à emergência”, a exemplo de algumas das medidas que atualmente se encontram em vigor, ou para “substituir o quadro financeiro plurianual da União Europeia”, mas sim um plano “focado no tempo”, em que todos os compromissos “têm de ser assumidos até 2023 e todas as despesas de ser executadas até 2026”, no segundo vídeo, o primeiro-ministro volta a realçar que o Plano de Recuperação e Resiliência “corresponde a uma só parte dos fundos comunitários” a que Portugal terá acesso nos próximos dez anos e a ser “complementado com o Portugal 2030 e com os programas que a Comissão Europeia gere em áreas como a ciência ou a cultura”.

De acordo com António Costa, o plano que o Governo colocou em consulta pública tem, para lá da particularidade de ter uma “forte concentração temática”, quer na “aceleração da transição digital, quer climática”, a preocupação de aumentar a resiliência em áreas tão significativas como as “vulnerabilidades sociais, o aumento do potencial produtivo e o reforço da coesão territorial”, assumindo o líder do executivo que, em relação à transição climática e à transição digital, “é fundamental investir mais e melhor no transporte público e na capacitação das empresas e dos trabalhadores”.

Segundo o primeiro-ministro, de entre os principais desafios que hoje se colocam ao país, para além das questões relacionadas com o desenvolvimento da economia e com a criação de emprego, está o de responder a “problemas estruturais que se arrastam há anos no país”, designadamente na área do Serviço Nacional de Saúde (SNS), onde se terá de apostar, como defendeu, “no reforço do serviço de proximidade, nos cuidados continuados e paliativos, na saúde mental, nos meios de diagnóstico e nos cuidados de saúde primários”.

Mobilizar a sociedade civil

António Costa destaca ainda o papel mobilizador das empresas, mas também das universidades, para avocar o aumento do “potencial produtivo” do país, designadamente com a criação de “produtos de maior valor acrescentado”, uma tarefa, como assumiu, que terá de passar também e desde já por uma aposta séria pelo “investimento na formação profissional e na qualificação e requalificação dos trabalhadores”.

Nesta sua comunicação, o primeiro-ministro destaca ainda a aposta do executivo socialista no desenvolvimento do interior, designadamente e entre outras medidas, com a “criação de boas áreas de localização empresarial e de bons acessos” e das “cinco ligações transfronteiriças à vizinha Espanha”, voltando a destacar que, aquilo que o Governo pretende desenvolver no país nos próximos cinco anos, terá obrigatoriamente de “envolver a participação e a mobilização de todos”, quer dos trabalhadores, das empresas, das universidades ou das autarquias, garantindo António Costa que só com o envolvimento de todos é que “vamos conseguir responder à crise de hoje, mas com os olhos postos num país do futuro”.