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‘A Europa connosco’ mantém hoje “um profundo sentido de atualidade”


Recordar as eleições legislativas que se realizaram em 1976 é o mote da exposição que o PS inaugurou na Sede Nacional, em Lisboa, uma iniciativa que António Costa considera continuar a ter “um profundo sentido” nos dias de hoje.

Denominada ‘A Europa Connosco’, esta é uma exposição que resulta do trabalho conjunto do PS e da Fundação Mário Soares e Maria Barroso e que evoca as primeiras eleições legislativas livres após o derrube da ditadura do Estado Novo através de um vasto conjunto de elementos fotográficos, cartazes e recortes de jornais da época.

Uma iniciativa que levou o Secretário-geral socialista, António Costa, presente na inauguração, a lembrar que na altura, em 1976, participou nestas eleições como militante da Juventude Socialista, garantindo que muitos dos pressupostos que estavam em cima da mesa nessas eleições mantêm-se hoje atuais quer nas prioridades, quer nos compromissos.

Com efeito, e de acordo com o líder do PS, as prioridades do programa do Governo do PS em 1976 passavam, para além da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia, objetivo alcançado em 1 de janeiro de 1986, pela reconstrução do país quer económica, quer socialmente, um desiderato, como assinalou António Costa, que se mantém, assumindo que o país está de novo, em 2021, confrontado com as mesmas prioridades de ter de recuperar social e economicamente o país.

Quanto ao requisito de Portugal pertencer à então CEE, uma exigência que, segundo António Costa, se confundia com o próprio “ADN do PS” e que desde o primeiro dia Mário Soares reivindicou, é algo que se “mantém atual como há 45 anos”, assumindo o líder socialista que o mote ‘A Europa Connosco’ está hoje mais atual do que nunca.

Um ‘slogan’ que serviu de bandeira à cimeira organizada no Porto, no Palácio de Cristal, por Mário Soares, que juntou no mesmo ano das primeiras eleições livres em Portugal os principais partidos socialistas e sociais-democratas da Europa, um comício que ajudou a abrir novos horizontes de esperança na democracia num país que tinha acabado de sair de uma ditadura de quase cinco décadas, recordando a este propósito Isabel Soares, também presente na cerimónia em representação da Fundação, ter-se tratado de um “comício memorável, repleto e transbordante de entusiasmo e esperança num Portugal livre, democrático e europeu”.

Para António Costa, esta é também uma exposição que transporta outro significado de grande importância, uma vez que se trata de uma iniciativa que surge numa altura em que Portugal assume a liderança da presidência do Conselho da União Europeia, algo que o Secretário-geral socialista considera não se tratar de uma coincidência, recordando que a “recuperação da Europa, o reforço do pilar social da União Europeia e a autonomia de uma Europa aberta ao mundo” são as três prioridades da presidência portuguesa neste primeiro semestre europeu de 2021, primados que “mantêm vivos os objetivos do passado”.