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António Costa reafirma compromisso de prosseguir investimento no SNS


O primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje, numa cerimónia no Hospital Amadora-Sintra, o compromisso do Governo com o reforço do investimento no Serviço Nacional de Saúde, em particular na capacidade de cuidados intensivos, sublinhando que este é um investimento para perdurar para além das necessidades de resposta à pandemia.

Na inauguração da nova Unidade de Cuidados Intensivos nível II do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF), ao lado da ministra da Saúde, Marta Temido, o líder do Governo realçou este não é um investimento que se faça por causa da pandemia de Covid-19, mas para perdurar para além das necessidades de resposta à pandemia.

“Quando a pandemia começou, eramos o país que tinha o menor número de camas de cuidados intensivos por 100 mil habitantes. E definimos como prioridade, no reforço do investimento do SNS, podermos atingir em 2021 a média da União Europeia em camas de cuidados intensivos, porque quando a Covid passar, continuarão a ser necessários estes equipamentos”, disse.

“E por isso, este hospital, que serve dois dos concelhos mais populosos do país [Amadora e Sintra], vai ficar agora capacitado com o dobro da capacidade de camas de cuidados intensivos do que tinha até agora”, afirmou António Costa, reiterando que este investimento no reforço do Serviço Nacional de Saúde irá continuar a ser “uma grande prioridade” do país.

Não baixar a guarda

Na sua intervenção, o primeiro-ministro saudou, também, o “entusiasmo e confiança” com que o país tem vivido o processo de vacinação, advertindo, no entanto, que este será ainda longo e de vários meses, razão pela qual devemos manter o máximo de cuidado e de observância das regras de proteção.

“Isso significa que não podemos baixar a guarda e que temos de manter todas as regras de proteção individual que temos praticado até agora, continuando a evitar o mais possível os contactos que não são necessários, porque são fatores de risco”, advogou.

António Costa deixou ainda uma palavra de solidariedade a todos portugueses que cumprem isolamento profilático face à Covid-19, circunstância que o próprio chefe de Governo experienciou nos últimos 14 dias, desejando que possam cumprir esse período de boa saúde e com regresso rápido à sua vida normal.

Ano Novo deve voltar a ser período de contenção

Em resposta aos jornalistas, o primeiro-ministro alertou também para o necessário “período de contenção” que deve ser observado no Ano Novo, após o aligeirar das regras na época natalícia, razão pela qual o Governo não dará este ano tolerância de ponto no dia 31.

“A administração central não terá este ano tolerância de ponto. Como sabem, optámos por medidas muito restritivas na passagem de ano, já que no período de Natal felizmente pudemos aligeirar e agora precisamos de um período de contenção para avaliar os resultados”, afirmou, acrescentando que só na segunda semana de janeiro será possível fazer uma avaliação do impacto.