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Plano de recuperação é oportunidade única para Portugal afirmar o seu caminho no seio da Europa


O primeiro-ministro, António Costa, sustentou ontem no Parlamento que o Plano de Recuperação e Resiliência é uma “oportunidade única” para o país afirmar, também perante a União Europeia, o caminho que pretende fazer.

“Este plano é uma oportunidade única de fazermos, não aquilo que a União Europeia nos impõe, mas antes dizemos à União Europeia aquilo que pretendemos fazer. Na escola pública, nas vulnerabilidades sociais e nos transportes públicos temos cerca de 6,6 mil milhões de euros de investimento previsto”, sublinhou.

Durante o debate parlamentar sobre o documento estratégico para o país, o líder do Governo afirmou-se também “perplexo” com as palavras do presidente do PSD sobre o reforço do rendimento dos portugueses, nomeadamente no que respeita ao aumento do salário mínimo, criticando ainda que o principal partido da direita, uma vez mais, se tenha apresentado a debate “sem uma única ideia e sem uma única proposta para o futuro”.

“A única ideia que revelou ficou implícita na sua preocupação sobre o salário mínimo nacional. Até me pareceu ouvir o seu antecessor [Pedro Passos Coelho] falar aqui, em 2016, quando defendeu que o aumento do salário mínimo ia destruir a criação de emprego, ia destruir as empresas e a economia. Mas demonstrámos ao seu antecessor – e o senhor estará cá também para ver – é que o reforço do rendimento das famílias é uma condição essencial para revitalizar a economia”, contrapôs António Costa, reafirmando que “as empresas do futuro não são as empresas dos baixos salários”.

“São as empresas que beneficiam do investimento na inovação, que reforçam o seu capital, que se modernizam e aumentam a sua presença no mercado externo. Quem conta os cêntimos do salário mínimo nacional são mesmo aqueles que recebem o salário mínimo. E para esses temos de responder prosseguindo com a trajetória de aumento do salário mínimo”, frisou o líder do Executivo, que respondeu a cerca de uma dezena de intervenções feitas pelos deputados das diferentes bancadas.

Na intervenção de abertura, o primeiro-ministro expôs o que considerou serem as três prioridades estratégicas – a resposta às vulnerabilidades sociais, o investimento nas qualificações e os instrumentos de reforço da coesão e competitividade do território -, convocando o país para o desígnio, “que nos deve unir a todos”, de superação da crise económica e social e de construção de um futuro “mais robusto, com menos desigualdades, mais próspero, coeso e sustentável”.