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António Costa reúne-se hoje com homólogo Holandês em Haia


Já na semana passada, o líder do executivo português recebeu, em Lisboa, os chefes de Governo de Espanha, Pedro Sánchez, e de Itália, Giuseppe Conte, para preparar a cimeira de 17 e 18 de julho, na qual os 27 vão tentar alcançar um compromisso sobre o Fundo de Recuperação económica e social da União Europeia face à crise da pandemia de Covid-19.

Depois da reunião em Haia, que decorrerá durante um jantar de trabalho na residência oficial do chefe de Governo holandês, António Costa prosseguirá a sua ronda de contactos deslocando-se a Budapeste, onde será recebido na terça-feira pelo primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

Além das reuniões presenciais, António Costa tem mantido nos últimos dias diversos contactos, por telefone e por videoconferência, com outros seus homólogos europeus, tendo conversado na quinta-feira com o primeiro-ministro da Letónia, Krisjanis Kariņs, e na sexta-feira com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen.

Estas reuniões de trabalho preparatórias têm em vista aproximar posições para a cimeira de chefes de Estado e de Governo que terá lugar entre sexta-feira e sábado em Bruxelas, a primeira presencial desde o início da pandemia, na qual os 27 vão tentar chegar a um compromisso sobre as propostas de um Fundo de Recuperação e de um Quadro Financeiro Plurianual para 2021-2027.

Na sexta-feira, António Costa sinalizou que a cimeira do final desta semana seria “muito exigente”, havendo ainda posições “afastadas” entre Estados-membros, mas considerou como positiva a vontade comum a todos os líderes europeus para que haja acordo.

“Sinto que há de todos a consciência de que, havendo posições diferentes, temos mesmo de chegar a acordo e que a situação económica e social da Europa não é compatível com mais adiamentos”, afirmou.

António Costa disse ter sentido essa vontade de acordo na sequência da conversa telefónica com a primeira-ministra dinamarquesa, esperando que esse estado de espírito também seja partilhado pelo seu homólogo holandês, Mark Rutte.

“Não podemos perder mais tempo na capacidade de resposta e na robustez dessa resposta. As posições estão ainda afastadas, mas há um dado positivo que é a vontade de todos chegarem a acordo”, insistiu.