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Autoeuropa é exemplo de “regresso ao trabalho em segurança”


O primeiro-ministro, António Costa, reafirmou a importância de um regresso ao trabalho em condições de segurança, dando como exemplo a unidade industrial da Autoeuropa, em Palmela, que visitou esta quarta-feira.

“Foi possível verificar numa grande unidade industrial, que tem em cada turno 2300 pessoas, como é possível regressar ao trabalho em segurança, não obstante vivermos na situação de pandemia”, afirmou o líder do Executivo, que foi acompanhado na visita pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

No decorrer da visita às instalações, foram mostrados os procedimentos de higiene e segurança adotados pela empresa para proteger os seus funcionários, tendo António Costa reiterado que, no atual contexto de retoma gradual das atividades económicas, “só podemos voltar a trabalhar em condições diferentes”, seguindo as medidas de uso de proteções individuais, distanciamento físico adequado e acesso constante a produtos de desinfeção.

O líder do Governo fez ainda questão de destacar o significado simbólico da visita, no dia em que a Autoeuropa retoma a atividade, recordando que também estivera presente, ao lado do Presidente da República, nos 25 anos da empresa, em dezembro de 2016, num momento “em que o país estava a recuperar de uma crise económica muito profunda”.

A Autoeuropa deu, então, “um sinal de confiança, anunciando que se preparava para lançar um novo modelo, foi muito importante”, sublinhou, apontando que o setor automóvel é “uma componente muito importante da economia nacional” e é também exemplo “da necessidade de uma retoma à escala global”.

É fundamental uma retoma à escala global

António Costa apontou, a propósito, “duas reflexões que a União Europeia tem de fazer” sobre o que esta crise revelou. A primeira, referiu, é que se a União Europeia quer continuar a ser “um centro importante de produção industrial, não pode depender tanto de fornecimento de outros continentes ou de locais na Europa onde é menor a qualidade e segurança institucional. Pelo contrário, prosseguiu, é “necessário concentrar as cadeias de valor entre os países nos quais a qualidade institucional dá segurança e diminui os riscos de rutura”.

A segunda reflexão, na ótica de António Costa, prende-se com a evidência de que “o grande esforço que as empresas industriais estão a fazer, em Portugal, de retomar a produção, está muito dependente da retoma da economia à escala europeia”, tendo exemplificado que “99% da produção da Autoeuropa se destina à exportação, pelo que não se trata só de recuperar a economia portuguesa, a recuperação tem de existir em todos os países que absorvem 75% da produção da Autoeuropa (Espanha, Itália, França, Alemanha, Reino Unido), porque todos dependemos de todos”.

“A resposta da União Europeia, por isso, não pode ser à medida de cada país, tem de ser para todos os países, porque ou todos retomam ao mesmo tempo, ou nenhum consegue retomar”, concretizou.