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Parlamento manifesta pesar por mortes de Fernando Loureiro e Dino Monteiro do PS


O Parlamento aprovou hoje, por unanimidade, votos de pesar pelas mortes de Dino Monteiro, que fundou a Biblioteca Portuguesa de Paris, e de Fernando Loureiro, médico e sindicalista, ambos fundadores do Partido Socialista.

Fernando Tavares Loureiro foi médico, profissão na qual se destacou, com obra publicada, e teve um percurso político marcado pela resistência ao regime do Estado Novo e pela participação na reunião fundadora do PS em abril 1973, em Bad Munstereifel, na Alemanha. Foi também sindicalista. Fernando Loureiro e foi sindicalista, tendo integrado o sindicato dos médicos da Zona Sul e a Federação Nacional dos Médicos. Foi igualmente membro do Conselho Nacional da CGTP-IN ao longo de uma década, entre 1983 e 1993. Ao longo da sua vida, Fernando Loureiro constituiu-se numa referência do PS, tendo evidenciado sempre no exercício das mais diversas funções o seu apego aos valores do socialismo democrático e do humanismo. Faleceu em janeiro, aos 84 anos de idade.

Dino Monteiro nasceu em Lisboa a 15 de setembro de 1941, onde começou a trabalhar aos 12 anos de idade. Ao longo de anos, em regime pós-laboral, estudou línguas e técnica comercial, acabando por se exilar em França com apenas 19 anos de idade, onde prosseguiu o trabalho e os estudos. Dino Monteiro aderiu ao Partido Socialista Francês, onde veio a desempenhar funções importantes na sua secção. Foi grande impulsionador do projeto da Livraria Portuguesa de Paris, que juntou a elite da oposição. Após a Revolução de Abril, Dino Monteiro dedicou-se a assegurar a existência da Livraria Portuguesa de Paris, cidade onde faleceu, após um longo percurso de doenças prolongadas e invalidantes. Faleceu em dezembro, aos 78 anos de idade.