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OE2020: PSD mostra comportamento “errático” e com propostas “preocupantes”


A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, defendeu que “as últimas horas” da manhã de hoje “mostram um comportamento do PSD bastante errático” relativamente ao Orçamento do Estado para 2020, “com uma linha pouco clara”, que leva muitas vezes a “votações a serem repetidas”.

Mariana Vieira da Silva, que substituiu Carlos César no programa ‘Almoços Grátis’ da TSF desta semana, criticou a proposta que o líder social-democrata Rui Rio apresentou esta manhã numa conferência de imprensa na Assembleia da República, em que anunciou que o partido substituirá as contrapartidas que propunha para descer o IVA da luz por um corte menor nos gabinetes ministeriais e um ajustamento no excedente orçamental de 0,25% para 0,20%. O PSD alterou também a entrada em vigor da medida para 1 de outubro, em vez de 1 de julho, como previa a proposta inicial.

A governante alertou que é “preocupante” que seja apresentada uma proposta, “pela última hora”, na véspera da aprovação final global do Orçamento do Estado para 2020, sobre o IVA da eletricidade, “porque não são escolhas que se façam em cima da mesa, em cima do joelho, não são escolhas que se façam sem olhar para os números”. “Adiar para outubro algo que depois, no ano seguinte, terá certamente uma versão anualizada e, portanto, uma consequência de cerca de 800 milhões de euros nas contas públicas não é uma escolha que se possa fazer assim do pé para a mão”, frisou.

Mariana Vieira da Silva disse mesmo que o PSD “reviu em baixa” as condicionalidades da sua medida “para se aproximar das propostas da esquerda”. “Os portugueses lembram-se bem como é que acabam as histórias que começam do ‘para pagar isto basta baixar os salários dos gabinetes e reduzir os custos intermédios’. Foi há pouco tempo e todos sabemos que este tipo de abordagem acabou em cortes salariais transversais”, sublinhou.

“800 milhões de euros não são 20, não são 30 milhões de euros”, asseverou a ministra da Presidência, acrescentando que se trata de uma verba “muito significativa que, mesmo que em 2020 pudesse começar só em outubro, teria sempre impacto nos anos seguintes”.

Já a proposta do Partido Socialista é “simples”, é uma escolha que “parte de um pedido à Comissão Europeia que tenha as preocupações ambientais e orçamentais, uma escolha responsável”, disse.

Oiça aqui o programa de hoje, em que também se discutiu a suspensão da construção da linha circular do Metropolitano de Lisboa e ainda a situação dos partidos do centro-direita em Portugal.