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Nota de pesar pelo falecimento de Fernando Tavares Loureiro e Dino Monteiro


O Partido Socialista expressa o seu mais profundo pesar pela morte do seu fundador e militante 12, Fernando Tavares Loureiro, notícia que entristece todos os socialistas.

Participante na reunião fundadora do nosso Partido, em 1973, em Bad Munstereifel, na Alemanha, Fernando Loureiro constituiu-se ao longo da sua vida numa referência do PS, tendo evidenciado sempre no exercício das mais diversas funções o seu apego aos valores do socialismo democrático e do humanismo.

A sua morte constitui, pois, uma perda para o PS, para os socialistas e para todos os democratas.

Neste momento de perda, partilhamos com todos os camaradas a nossa mais sentida dor, transmitindo à sua família a solidariedade do Partido e dos socialistas portugueses.

O Partido Socialista saberá estar à altura do importante legado que o camarada Fernando Loureiro e outros seus/nossos camaradas souberam deixar bem gravados no curso da nossa História.

As exéquias fúnebres do Fundador Fernando Loureiro, ocorrerão no sábado, dia 18 de janeiro, entre as 10 e as 12h, no Crematório de Alcabideche.

Nota de pesar pelo falecimento de Dino Monteiro, membro-fundador do PS

Foi com pesar que o Partido Socialista teve conhecimento da notícia do desaparecimento de Dino Monteiro, um dos fundadores do PS. Dino Monteiro morreu em França, onde vivia, no dia 22 dezembro e foi sepultado no cemitério de Chatou, cidade próxima de Paris.

Dino Monteiro nasceu em Lisboa a 15 de setembro de 1941, onde começou a trabalhar aos 12 anos de idade. Ao longo de anos, em regime pós-laboral, estudou línguas e técnica comercial, acabando por se exilar em França com apenas 19 anos de idade, evitando, dessa forma, participar na Guerra Colonial. Em França, prosseguiu o trabalho e os estudos nas áreas que lhe interessavam, chegando a falar e escrever fluentemente em seis línguas e foi militante comunista durante algum tempo, tendo aderido à União dos Estudantes Portugueses naquele país. Dino Monteiro acabou por se afastar rapidamente do comunismo, aderindo ao Partido Socialista Francês, onde veio a desempenhar funções importantes na sua secção. Foi através do PS francês que, em 1972, contactou com Mário Soares, a quem se disponibilizou para desempenhar a missão de “correio” com os socialistas do interior, aproveitando o facto de ter nacionalidade francesa. Dino Monteiro acabou por ser seguido e preso pela PIDE, obrigando a esforços da diplomacia francesa para que pudesse voltar a França em liberdade.

Grande impulsionador do projeto da Livraria Portuguesa de Paris, Dino Monteiro foi o responsável pela negociação das condições de compra, pela orientação dos trabalhos de constituição legal da sociedade proprietária e pela gestão do seu funcionamento durante anos, concretizando um projeto considerado estratégico por Mário Soares. A Livraria Portuguesa de Paris juntou a elite da oposição, entre a qual se contam nomes como os de  Coimbra Martins, Liberto Cruz, Tito de Morais, Rodolfo Crespo, Salgado Zenha, Joaquim Barradas de Carvalho, Raul Capela ou Carlos Monjardino. Foi Dino Monteiro que assegurou, com generosidade e perseverança, a sobrevivência da sociedade, e a fez singrar durante anos como baluarte da cultura portuguesa em Paris. Junto com a centena de camaradas representados pelos Delegados ao Congresso de Bad-Munstereiffel, que decorreu a 20 de abril de 1973, Dino Monteiro foi um dos Fundadores do Partido Socialista Português. Após a Revolução de Abril, Dino Monteiro dedicou-se a assegurar a existência da Livraria Portuguesa de Paris.

Abalado por complicações de saúde que se foram agravando, Dino Monteiro, camarada Fundador do Partido Socialista e da Livraria Portuguesa em Paris, faleceu e foi conduzido à sua última morada no dia 27 de dezembro passado, após um longo percurso de doenças prolongadas e incapacitantes. Com o desaparecimento deste Fundador do PS, desaparece uma parte da História do próprio Partido Socialista.

A Direção Nacional do PS endereça condolências públicas à família de Dino Monteiro, merecedor de justa e pública Homenagem pelo seu contributo para a Democracia.