fbpx

Costa salienta possível convergência com principais prioridades do Livre


António Costa salientou hoje a existência de “possíveis convergências” com as principais prioridades políticas definidas pelo Livre para a próxima legislatura, designadamente em matérias como a lei da nacionalidade, projeto europeu e sustentabilidade ambiental.

O secretário-geral do PS falava aos jornalistas após uma hora de reunião com o Livre – encontro integrado na ronda de contactos que terá até ao final do dia com as forças parlamentares de esquerda e com o PAN, tendo em vista encontrar uma solução política estável para a próxima legislatura.

No final da reunião, que decorreu na pequena sede do Livre, perto da avenida Almirante Reis, em Lisboa, António Costa referiu que, nesta fase, o partido que elegeu Joacine Moreira como deputada, “não está disponível para celebrar acordos bilaterais, pretendendo antes um acordo multilateral” entre as forças de esquerda.

“Caso não seja possível existir esse acordo multilateral, vai trabalhar-se em cada uma das iniciativas que o Governo apresentar, como orçamentos do Estado. O interesse do Livre é que esta legislatura dure os quatro anos”, começou por apontar o líder socialista.

No plano político, António Costa frisou que as matérias sinalizadas pelo Livre “como sendo importantes – alterações à lei da nacionalidade, preparação da próxima presidência europeia de Portugal e avanços no domínio ambiental – são também áreas de possível convergência de pontos de vista com o PS”.

“Portanto, há campo de trabalho”, sustentou António Costa, que, logo a seguir, acompanhado pelo presidente do PS, Carlos César, pela secretária-geral adjunta dos socialistas, Ana Catarina Mendes, e pelo secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, deslocou-se a pé, pela Avenida Almirante Reis, até à sede do PAN – partido com quem se reuniu depois.

Perante os jornalistas, o líder socialista fez uma alusão ao resultado das reuniões de terça-feira, no Palácio de Belém, entre os partidos com representação parlamentar e o Presidente da República.

O Presidente da República, segundo António Costa, “ficou ciente da disponibilidade de cada um dos partidos. Tal como o Livre agora expressou, creio que a intenção de todos é criar condições para que a legislatura dure o seu período normal, até 2023”.

No domingo, “não houve uma eleição de 2019 a 2021. Houve uma eleição de 2019 até 2023. Desta reunião com o Livre, retive que não há intenção em apresentar uma moção de rejeição ao programa de Governo e que deseja que, ao longo dos quatro anos, não haja motivos para a apresentação de uma moção de censura”, declarou.

O secretário-geral do PS insistiu ainda que o objetivo das reuniões de hoje com as forças parlamentares de esquerda e com o PAN “é uma avaliação das condições que existem para a formação do Governo e para o exercício da formação do Governo”.

“A primeira garantia é que não haja uma moção de rejeição do programa do Governo e, para já, o Livre não a anunciou. Depois, manifestou disponibilidade um acordo multilateral – e vamos ver se é ou não possível. Finalmente, o Livre disse que, se não houver acordo multilateral, está disponível para ir trabalhando com o PS e com o Governo ao longo da legislatura”, acrescentou António Costa.