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Nota sobre Cenário Macroeconómico.


O Partido Socialista apresentou a 20 de julho o programa eleitoral para as eleições legislativas de 2019. O cenário macroeconómico subjacente ao programa eleitoral do PS decorre, em coerência, do Programa de Estabilidade para 2019-2023 apresentado pelo Governo à Assembleia da República em abril, enviado à Comissão Europeia e já apreciado por diversas entidades, incluindo o Conselho de Finanças Públicas. As contas e o cenário macro e orçamental do PS assentam na credibilidade pelo cumprimento rigoroso de todos os compromissos assumidos com os portugueses no programa apresentado em 2015. É, por isso, natural que o PS, tendo assumido funções governativas nos últimos quatro anos, construa o seu programa eleitoral a partir do cenário macroeconómico do último Programa de Estabilidade apresentado. Só assim não é quando os programas de estabilidade, como aconteceu em 2015, não são sérios.

O PS promoveu duas conferências de imprensa para a apresentação da evolução da economia portuguesa ao longo da legislatura e nas quais fez também a avaliação dos riscos externos atualmente identificados para Portugal. Foi também desenvolvido o cenário macroeconómico do programa do PS e foram analisados os riscos existentes nos programas dos principais partidos da oposição, nomeadamente o do PSD.

Relativamente ao cenário macroeconómico do programa do PSD, o PS reforça que as projeções de crescimento do PIB subjacentes encontram-se acima de todas as projeções que existem para Portugal e realizadas pelas diferentes instituições nacionais e internacionais.

É, aliás, falso que o Ministro das Finanças, Mário Centeno, se tenha referido às previsões económicas do PSD relativas ao crescimento como sendo “realistas”. Antes pelo contrário, já na entrevista, de julho, a que se refere o comunicado de hoje do PSD, Mário Centeno alertou para um conjunto de preocupações decorrentes do programa eleitoral do PSD.

https://www.publico.pt/2019/07/06/economia/entrevista/centeno-deputado-nao-mim-cabe-anunciar-quer-1878939

Lisboa, 1 de outubro de 2019