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Ministra da Saúde: número de utentes em lista de espera há mais de um ano baixou 10 mil em maio


A ministra da Saúde disse hoje que dados recolhidos em maio indicam que diminuiu em dez mil o número de utentes em espera há mais de um ano.

A ministra disse que os números são já conhecidos pelo Governo, referiu que houve uma alteração dos tempos definidos como tempos de resposta e apontou que há mais doentes a utilizarem o SNS.

Ou seja, de acordo com a titular da pasta da Saúde, o SNS “está a responder em maior volume e em maior quantidade”.

“Este Governo tomou uma medida no sentido de reduzir o tempo de referência para resposta no SNS e, portanto, naturalmente, quando olhamos para os números, sem tomar esse aspeto em consideração, a resposta que lemos do setor é aparentemente menos positiva. Mas o Governo está empenhado – e é o compromisso desta ministra – em reduzir os tempos de espera”, declarou.

Neste ponto, Marta Temido disse então que, no final de 2018, “havia cerca de 100 mil portugueses à espera de uma consulta hospitalar há mais de um ano, assim como cerca de 21 mil portugueses à espera de uma cirurgia também há mais de um ano”.

“O nosso compromisso foi o de reduzir esses tempos, garantindo que, no final do ano [2019], não tínhamos portugueses há mais de 12 meses à espera para um destes tipos de ato. Vamos poder dar conta dos progressos relativamente a este tema: No mês passado, na última monitorização feita, já tinham reduzido em dez mil os portugueses à espera há mais de um ano de consulta”, advogou.

A ministra da Saúde referiu depois que será feita uma avaliação periódica, a próxima no final de julho, outra em setembro e ainda outra antes do final do ano.

“Temos de ter a perceção que a pressão da procura de uma população demograficamente envelhecida e cada vez mais exigente não para de aumentar – e isso é uma realidade. Não significa que nós vivamos tranquilos com os números das listas de espera. Eu já disse que essa era a minha principal preocupação”, insistiu.

A ministra da Saúde negou estar em causa algum falhanço da parte do atual executivo.

“Este Governo tem garantido o mecanismo de vales cirúrgicos, que os utentes podem acionar quando esperam para além dos tempos de resposta máximos garantidos. Temos consciência que há um problema com o acesso a um serviço público universal e tendencialmente gratuito, como o SNS, sabemos que há dificuldades, mas estamos a trabalhar para as ultrapassar”, acrescentou.

Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, entre final de 2015 e final de 2018 foram feitas mais 589 mil consultas médicas nos centros de saúde, mais 184 mil consultas nos hospitais e um acréscimo mais ligeiro de cirurgias – mais cerca de 18 mil.