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PS define critérios para candidatos a deputados em Comissão Nacional no dia 27


O PS discute e vota no próximo dia 27 as metodologias e os critérios para a escolha dos seus candidatos a deputados nas eleições legislativas, em 06 de outubro, durante uma reunião da Comissão Nacional em Lisboa.

De acordo com a ordem de trabalhos a que a agência Lusa teve acesso, na Comissão Nacional do PS, além da análise da situação política, serão também votados o relatório e contas deste partido referente a 2018 e as moções setoriais apresentadas no congresso nacional do ano passado.

Nesta reunião do órgão máximo dos socialistas entre congressos, o PS dá o primeiro passo para a definição do perfil de cada candidato a deputado, entrando nesta questão a obrigatoriedade de cumprimento da nova lei da paridade (mínimo de 40% de representatividade de um dos géneros).

Após a aprovação dos critérios e das metodologias, a meio de julho as federações socialistas reúnem-se as respetivas comissões políticas distritais para designar dois terços dos candidatos das listas do PS, cabendo a indicação do restante terço ao secretário-geral, António Costa.

O processo de escolha dos candidatos a deputados do ficará encerrado na última semana de julho, durante uma reunião da Comissão Política Nacional deste partido, onde serão aprovadas as listas do PS a apresentar em cada um dos círculos eleitorais.

Em paralelo com o processo de escolha dos candidatos a deputados, o PS apresenta o programa eleitoral para as próximas legislativas no dia 20 de julho, após quatro convenções regionais.

Este calendário foi transmitido à agência Lusa por fonte socialista, depois de o secretário-geral do PS, António Costa, ter apontado as quatro prioridades estratégicas para a próxima legislatura, durante um discurso que fez na abertura da última reunião da Comissão Política Nacional deste partido, em Lisboa, na semana passada.

De acordo com o líder socialista, os quatro desafios estratégicos são o combate às alterações climáticas, o desafio demográfico, a resposta à transição para a sociedade digital e a “valorização das funções de soberania” – neste último ponto identificou como momento alto a presidência portuguesa da União Europeia no primeiro semestre de 2021.

Antes da Convenção Nacional, em que será aprovado o programa eleitoral do PS, António Costa referiu que, entre 15 de junho e 06 de julho, os socialistas irão realizar quatro convenções de caráter regional para debate recolha de contributos.

Já no relatório e contas de 2018, que será sujeito a votação na Comissão Nacional do próximo dia 27, refere-se que o PS fechou o ano passado com resultados financeiros positivos pelo terceiro ano consecutivo, apresentando um saldo líquido na ordem dos 264 mil euros.

De acordo com este documento. O PS registou resultados líquidos positivos em 2016 (255,4 mil euros), em 2017 (999,96 mil euros) e em 2018 (264,4 mil euros).

“A situação financeira do PS pode ainda ser caracterizada como digna de cuidados e de atenção, mas é agora muito melhor do que em 2015. Se tudo correr como temos previsto, a situação financeira será completamente equilibrada nos próximos anos”, declarou à agência Lusa o secretário nacional do PS para a Administração, Luís Patrão.

Segundo os dados deste partido, “o endividamento, que atingia os 12 milhões de euros em 2015, baixou a fasquia dos 10 milhões de euros no final de 2018 – um ano em que o partido teve despesas [acrescidas] com a realização de congressos federativos e de um congresso nacional”.

“O PS conseguiu simultaneamente reduzir o seu passivo em 2,3 milhões de euros, com o endividamento bancário a cair em quase 500 mil euros, o que permitiu melhorar o rácio de capitais próprios”, completou o antigo secretário de Estado dos governos de António Guterres.