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Pedro Marques acusa Paulo Rangel de ser o “candidato fake”


Pedro Marques acusou hoje o “número um” social-democrata, Paulo Rangel, de ser “um candidato fake” ao Parlamento Europeu, dizendo que não se conhece dele uma única medida favorável a Portugal.

Pedro Marques falava no almoço comício do PS em Mangualde, que antecedeu uma intervenção do candidato socialista à presidência da Comissão Europeia, o holandês Frans Timmerman, na qual, numa nota de demarcação face à direita conservadora, deixou a garantia que o seu bloco político progressista e de centro-esquerda “nunca aceitará que os fascistas cheguem a governos”.

Tal como em anteriores intervenções, o “número um” da lista europeia do PS procurou traçar um cenário de bipolarização nestas eleições europeias, considerando que de “um lado” estão “os partidos da austeridade” e “do outro” o PS com uma proposta de “novo contrato social” e que pretende aplicar na Europa a solução “alternativa” que tem no Governo português.

“Na direita são os mesmos de sempre e a mesma receita do passado: austeridade, cortes e sanções”, insistiu, antes de fazer um ataque direto ao cabeça de lista do PSD.

“Paulo Rangel é um candidato ‘fake’. É um deputado que fez um relatório legislativo em cinco anos no Parlamento Europeu. Em 10 anos no Parlamento Europeu, não lhe conhecemos nenhum trabalho relevante para Portugal, uma medida ou uma ação que tenha melhorado a vida dos portugueses”, afirmou.

Segundo Pedro Marques, como Paulo Rangel “tem invocado os muitos cargos que tem no PPE (Partido Popular Europeu), então será bom explicar qual a razão por que não conseguiu influenciar a sua família política europeia quando foram pedidas sanções com força máxima contra Portugal”.

“Essa direita europeia tem de ser sancionada nas urnas”, concluiu.

Depois, o candidato socialista à presidência da Comissão Europeia, Frans Timmermans, disse que ele, António Costa e George Clooney tem duas características em comum: Nasceram em 1961 e têm mulheres que lutam pela justiça, pela igualdade de género e pelos direitos sociais.

Na sua breve intervenção, o socialista holandês procurou salientar a forma incisiva como, em 2016, junto da Comissão Europeia, o secretário-geral do PS deixou a seguinte mensagem: “Temos de parar a austeridade”.

“Tenho de dar resposta às necessidades do meu povo e já”, referiu, citando o primeiro-ministro português.

Após o elogio a António Costa e referências à oposição cerrada que o primeiro-ministro português encontrou da parte do bloco do PPE nas instituições europeias, Timmermans fez um veemente apelo ao voto e procurou traçar uma linha de demarcação face à direita conservadora, partindo do exemplo da constituição do novo Governo na Andaluzia (Espanha).

“Uma aliança inaceitável com a extrema-direita. Nós não queremos confrontação e fascismo. Temos um grande desafio na Europa de hoje, que é o de parar o fascismo. Nunca autorizaremos que o fascismo comande”, acentuou.