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Costa diz que para o PS “estar na Europa não é estar de braços cruzados”


António Costa disse ontem, num jantar em Leiria, que para o partido “estar na Europa não é estar de braços cruzados” nem “passivos, à espera que outros decidam”.

“Para nós, estar na Europa é bom, mas não é estar de braços cruzados, não é estarmos passivos à espera que os outros decidam por nós. Por isso, impressiona-me como PSD e CDS continuam a insistir a apresentar candidatos que são muito engraçadinhos para debates de televisão, mas que ao fim de 10 anos não são capazes de dar um único exemplo de qualquer contributo para melhorar a vida de qualquer português ou para ter criado melhores condições para qualquer empresa em Portugal”, afirmou António Costa.

O também primeiro-ministro referiu que o país “não seria o que é sem a Europa”, mas a “Europa não seria o que é sem a contribuição” portuguesa.

“Temos de estar ativos na União Europeia. Votar no PS é votar na Europa, porque nenhum partido se bateu tanto para que Portugal fizesse parte da União Europeia como o PS”, acrescentou.

Segundo António Costa, “para muitos, estas eleições para o Parlamento Europeu são o aquecimento para aquilo que querem fazer para as eleições legislativas”.

“Se é assim na fase do aquecimento, imaginem só o que vamos ter pela frente conforme se for aproximando as legislativas”, referiu, apelando: “Não deixem de considerar estas eleições europeias como absolutamente essenciais”.

Para o secretário-geral do PS, as eleições de 26 de maio “são tão essenciais como as eleições para cada uma das freguesias, para cada um dos municípios ou como são as eleições para a Assembleia da República no próximo mês de outubro”.

Durante o jantar de apoio à candidatura de Pedro Marques às eleições europeias, António Costa destacou ainda a lista do PS às europeias, que integra pessoas que “conhecem o país” e que vão “trabalhar pelos portugueses na Europa”.

“O Pedro Marques não andou a fazer política espetáculo, andou a fazer política no terreno”, afirmou, considerando que “dar força ao PS na Europa” é também “dar força ao PS em Portugal”, para o partido “manter como responsabilidade o caminho” que iniciou há três anos e “que não pode ter desvios, para continuar a ter bons resultados”.

O socialista acrescentou que “quando não é o PS a gerir, aquilo que acontece é uma tentativa de enganar os professores ou uma tentativa de enganar os portugueses, ou tentativa de querer enganar uns e outros ao mesmo tempo”.

“O que é responsável é fazer aquilo que nos comprometemos, nunca escondendo aquilo que deve ser a verdade. Até podemos perder votos, mas não perdemos a nossa dignidade, responsabilidade e confiança”, referiu.