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Formar mais 70 mil pessoas com competências digitais


Portugal, “se quer alcançar os países do norte da Europa”, tem de ter a ambição de formar, dentro de poucos anos, cerca de 70 mil cidadãos com competências digitais, defendeu hoje o primeiro-ministro num encontro em Lisboa.

Falando no encerramento da sessão de apresentação do projeto “GEN1OS”, cerimónia que decorreu esta manhã em Monsanto, e que contou, entre outros, com a presença do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, da presidente da SIC Esperança, Mercedes Balsemão, e do responsável das políticas públicas da Google em Portugal, Marcel Leonardi, António Costa alertou para a necessidade de Portugal apostar na formação de novos quadros na área das competências digitais, desiderato que, segundo o primeiro-ministro, terá de ser atingido num prazo razoavelmente curto, e isto “se quisermos ombrear” com os países nórdicos, que hoje, neste domínio, “seguem na dianteira da Europa”.

Segundo o primeiro-ministro, de acordo com a média europeia, existe neste momento em Portugal uma lacuna no mercado de trabalho de cerca de 40 mil programadores, número que fica ainda aquém do necessário caso o país pretenda atingir o patamar já alcançado pelos países nórdicos, tendo neste caso, como sustentou António Costa, que apostar na formação não de 40 mas de “70 mil novos programadores”.

Para que este cenário se possa concretizar, realçou ainda o primeiro-ministro, é preciso investir não só na formação dos mais novos, mas também recrutar a população adulta para este desafio, sobretudo aqueles, como referiu, “que ou não têm emprego ou são licenciados em áreas de baixa empregabilidade”, defendendo que, até 2020, Portugal tem de formar 50 a setenta mil pessoas com competências digitais.

O primeiro-ministro referiu ainda que o crescente alargamento à população da “aprendizagem das competências sociais” representa “um fator de combate à exclusão”, considerando, por isso, esta “uma importante política de coesão social”, tendo ainda abordado na sua intervenção questões como os direitos de autor e elogiado o projeto “GEN1OS”, que tem como meta, como lembrou, “formar em competências digitais cinco mil alunos e 500 professores”.