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Gravidade da atuação do Ministério da Saúde exige consequências políticas

Gravidade da atuação do Ministério da Saúde exige consequências políticas

O relatório preliminar da Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) agora divulgado reforça a suspeita de responsabilidades políticas do Ministério da Saúde na falha de informação ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), o que terá provocado atrasos no socorro a mais de uma dezena de vítimas. A confirmarem-se estas primeiras conclusões, Pedro Nuno Santos exige “consequências políticas” ao primeiro-ministro e à ministra da tutela, avisando ainda que ninguém compreenderá se o Presidente da República optar pelo silêncio neste caso de “extrema gravidade”.

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Em conferência de imprensa realizada, hoje, na sede nacional do PS, em Lisboa, Pedro Nuno Santos deplorou a “incompetência e negligência graves” no caso das greves dos técnicos de emergência médica que decorreram em outubro e novembro do ano passado.

“As consequências desta incompetência e desta negligência foram graves e são conhecidas”, apontou o líder socialista, numa referência direta às onze vítimas mortais registadas naqueles dias de paralisação laboral.

Perante os jornalistas, Pedro Nuno Santos instou Luís Montenegro e Ana Paula Martins a virem a público dizer o que pensam fazer e quais as consequências que retiram do relatório preliminar do IGAS que concluiu que o Ministério da Saúde não informou INEM sobre a greve dos técnicos de emergência.

Dada a gravidade da situação, o Secretário-Geral do PS defendeu que o chefe do Governo “não pode continuar a assobiar para o lado”, estando mesmo obrigado a prestar declarações e a “enfrentar os portugueses e a comunicação social”.

Neste ponto, o líder socialista fez notar também a necessidade de uma tomada de posição sobre este caso por parte da primeira figura de Estado, lembrando que Marcelo Rebelo de Sousa, “durante grande parte dos seus mandatos, foi sempre, e bem, muito exigente com os ministros dos governos do PS”.

Fez notar igualmente que “esta é uma situação de tal forma grave” que “ninguém compreenderá o silêncio do Presidente”.

“Uma morte é demais. Onze mortes é uma dor que não pode passar em vão. Nós não sabemos se era possível ter evitado essas mortes. O que sabemos é que um político, um governante, deve fazer tudo o que está ao seu alcance para evitar que vidas sejam perdidas”, pontualizou, lamentando que tal não fosse feito.

Instabilidade e caos na Saúde

“Não consigo compreender como é que a senhora ministra ainda não retirou consequências políticas daquilo que aconteceu. Aliás, porque aquilo que está no relatório do IGAS já é conhecido pela ministra há tempo suficiente para perceber o que é que correu mal, quais são as responsabilidades políticas que são suas e quais são as consequências que deve retirar disso mesmo”, atirou Pedro Nuno Santos, voltando a referir que este caso é de uma “gravidade extrema”, somando-se ainda a uma situação de “instabilidade atroz e de caos” na Saúde que decorre das políticas erradas do atual executivo de direita.

Assim, avisou que “já não dá para justificar nenhum destes casos com os oito anos de governação do PS”, reforçando críticas ao primeiro-ministro, que, censurou, “sobre este assunto ainda nada disse, impondo-se que diga alguma coisa”.

Para o Secretário-Geral do PS, a saída de Ana Paula Martins “não pode, obviamente, estar dependente do `timing´ do senhor ministro dos Assuntos Parlamentares”.

“Isso não é aceitável, nem compreensível para ninguém. A situação é grave e tem de ser assacadas e retiradas consequências políticas”, reivindicou Pedro Nuno Santos.

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