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Edite Estrela aplaude as “bravas mulheres” que dão a vida por direitos fundamentais

Edite Estrela aplaude as “bravas mulheres” que dão a vida por direitos fundamentais

A deputada do Partido Socialista Edite Estrela felicitou o Mecanismo Covax, para a distribuição mundial de vacinas contra a Covid-19, e a ativista afegã Zarifa Ghafari por terem vencido o Prémio Norte-Sul do Conselho da Europa, e lembrou que o “acesso à educação, à saúde, a escolher o que vestir e com quem casar” são “direitos universais reconhecidos pelas sociedades democráticas”.

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Edite Estrela

“Em contextos diversos e por diferentes vias”, o Mecanismo Covax e Zarifa Ghafari “defenderam a vida do próximo, valor maior que preside aos demais”, assinalou a também vice-presidente da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa durante a cerimónia de entrega dos galardões, que teve lugar, esta terça-feira, na Assembleia da República e contou com a presença do Presidente da República.

Edite Estrela referiu que o Mecanismo Covax, “ao garantir o acesso global às vacinas da Covid-19, permitiu poupar vidas e evitar internamentos, dominar o vírus e o regresso à normalidade”.

Por sua vez, “Zarifa Ghafari foi a mais jovem mulher presidente de Câmara Municipal no Afeganistão”, tendo, “ao longo da sua ainda curta vida”, escapado a “vários atentados, o primeiro dos quais a caminho da escola”, destacou.

Edite Estrela congratulou-se por “nem as tentativas de assassinato” a terem desviado “da luta pelos direitos das mulheres, que mais não são que direitos humanos”.

A socialista mencionou que, tendo nascido e crescido em ditadura em Portugal, sabe “o que é não ter direito ao voto nem liberdade de expressão” e como “ainda é difícil ser mulher no século XXI”. “É, pois, com enorme prazer que felicito esta extraordinária, corajosa e inspiradora mulher, Zarifa Ghafari”, frisou Edite Estrela, que apoiou publicamente “a causa das mulheres afegãs contra a ditadura dos talibãs, que arriscam a vida pelo direito à educação e ao trabalho”.

Também no Irão se luta hoje pelos direitos das mulheres e, por isso, a deputada do PS juntou a sua voz “às vozes de indignação e repúdio pela morte das jovens iranianas Mahsa Amini e Hadis Najafi, vítimas da violenta repressão da polícia iraniana”.

“Aplaudo as bravas mulheres que não aceitam ser tratadas como cidadãos de segunda classe e dão a vida por direitos fundamentais”, vincou.

Edite Estrela lembrou depois que, “todos os anos, muitos milhares de meninas são vítimas de mutilação genital feminina e obrigadas a casar precocemente, interrompendo o seu natural desenvolvimento físico e psicológico. Em muitas partes do mundo, as mulheres são maltratadas pelos detentores de poder, para quem os direitos humanos não passam de um conceito abstrato não aplicável nos seus domínios”.

“E são assassinadas pelos zeladores dos usos e costumes, que não reconhecem às mulheres direitos fundamentais como são o acesso à educação, à saúde, a escolher o que vestir e com quem casar. Direitos fundadores do Conselho da Europa. Direitos universais reconhecidos pelas sociedades democráticas”, asseverou.

Sublinhando que “direitos não são privilégios”, Edite Estrela mencionou que também ela foi presidente de Câmara, tendo aprendido que “a sociedade é muito mais tolerante com os homens que com as mulheres”. E exemplificou: “Aprendi que os media falam sobretudo da nossa aparência, dos vestidos e dos sapatos que usamos, e raramente, muito raramente, das nossas ideias. E se era assim em Portugal, Estado laico e democrático, que há duzentos anos substituiu súbditos por cidadãos; que foi o primeiro país europeu a abolir a pena de morte e o primeiro país da União Europeia a adotar a Convenção de Istambul; que é o 19º membro do Conselho da Europa; que dispõe de leis progressistas, em que ninguém pode ser discriminado em razão de género, etnia, religião ou orientação sexual, imagino o que é ser mulher num país governado por talibãs”.

No final da sua intervenção, a presidente da delegação portuguesa à Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa fez uma ponte entre a pandemia e a luta pelos direitos das mulheres: “A vacina contra a Covid-19 livrou-nos das máscaras e do medo e restituiu-nos a liberdade de conviver, andar na rua e viajar. Foi mais fácil descobrir a vacina, criar o Mecanismo Covax e vencer o coronavírus que libertar as mulheres da polícia dos costumes, reconhecer-lhes direitos fundamentais e vencer os talibãs”.

“As mulheres não podem abdicar de nenhum dos direitos que são reconhecidos aos homens”, salientou Edite Estrela.

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