home

Autonomia, fator de desenvolvimento

Autonomia, fator de desenvolvimento

De 25 a 27 de junho, realizaram-se as Jornadas Parlamentares do PS, nos Açores. Organizadas em três grupos, os deputados visitaram instituições e empresas nas ilhas Faial, Pico, Terceira e São Miguel, onde tiveram a excelente oportunidade de conhecer o que de melhor se faz nos Açores.

Opinião de:

Autonomia, fator de desenvolvimento

A Autonomia, fator de desenvolvimento, foi o mote destas jornadas envolvendo o Grupo Parlamentar, membros do Governo regional, autarcas e convidados da sociedade civil. O debate centrou-se nos temas da economia do mar, turismo e agricultura. 

No painel dedicado à Economia do Mar foi amplamente referenciada a importância estratégica deste setor para o país. Foram salientados os principais desafios que se colocam nos próximos anos à economia do mar, como o emprego científico, o alargamento da base do conhecimento e a aposta na diversificação do sistema de ensino. Afirmou-se a importância da ampliação do canal do Panamá onde os Açores terão um papel fundamental na estratégia atlântica, com especial relevo para o Porto da Praia da Vitória, na ilha Terceira.

O Turismo mereceu também um relevante debate, destacando-se a contribuição da política neste sector para a qualidade e desenvolvimento sustentável do território, como é o caso dos Açores. 

O turismo é hoje a principal exportação do país. O turismo cria valor, acrescenta conhecimento, promove interação positiva para os agentes económicos e as pessoas. Apostar nas qualificações dos recursos humanos, também nesta área, é fundamental.

As novas tecnologias diminuem as distâncias e colocam, hoje, ao sector do turismo enormes desafios. Aliás as “smart cities” são a pedra de toque para conjugar estes desafios com a oferta de um turismo de qualidade e sustentável.

O último painel foi dedicado à agricultura, em particular à situação que o sector leiteiro está a viver, resultante do embargo russo aos produtos lácteos, da retração mundial do consumo de lacticínios e da decisão da União Europeia de abolir o regime de quotas. Vivemos um problema de escoamento de produtos e de comercialização e não um problema de produção, sendo a internacionalização uma questão chave. 

As respostas e soluções devem ser encontradas no seio da União Europeia, pois esta é uma crise global. Não obstante, não ficámos à espera das medidas da UE e foi acionado um conjunto de medidas nacionais. A Comissão Europeia, no próprio dia do debate, comprometeu-se a desencadear mecanismos pagos com o orçamento comunitário para apoiar a quebra de rendimentos dos produtores de leite.

As jornadas culminaram num importante dia para a história da autonomia regional, um dia de celebração, celebrámos os 40 anos das primeiras eleições regionais. Foi com orgulho que pudemos demonstrar o desenvolvimento que o povo açoriano conheceu ao longo destes anos com a governação do PS Açores, primeiro com a governação de Carlos César e continuada agora com a governação de Vasco Cordeiro, que estamos certos será merecedora da confiança dos açorianos em outubro.

A nível nacional também estamos no bom caminho, com o défice de 3,2% no primeiro trimestre deste ano, valor só comparável com o défice de 2008 e, se retiramos as medidas adicionais, só comparável com 2002. 

Superámos dificuldades, apresentámos ao país uma solução governativa que se revelou a chave de um novo horizonte, de uma nova esperança, no quadro de uma União Europeia de incerteza, estamos confiantes de que este é o caminho.