Desenvolvimento do Interior passa pelo investimento privilegiado na ferrovia


O investimento ferroviário que o Governo está a fazer um pouco em todo o país constitui um dos mais robustos passos para aproximar económica e socialmente as diversas regiões do país, numa altura em que tanto se tem falado do Interior e do seu desenvolvimento, defendeu o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, esta manhã na Guarda.

In Acção Socialista Digital
Por Rui Solano de Almeida

Antes de se deslocar à Covilhã, onde assistiu à desmontagem de uma das pontes que será requalificada na Linha da Beira Baixa, no troço entre esta cidade do distrito de Castelo Branco e a Guarda, trajeto que está desativado desde 2009, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, esteve na estação ferroviária da Guarda, onde presidiu à sessão de lançamento dos concursos públicos da empreitada de modernização da Linha da Beira Baixa, entre Cerdeira e Guarda e de sinalização para a rede ferroviária nacional.

Para o ministro Pedro Marques, depois de apelar à memória dos portugueses, lembrando-lhes que todos os “grandes investimentos ferroviários” que estão neste momento em curso, “todos encostados à fronteira de Espanha”, o que numa altura em que “tanto se fala de desenvolvimento do Interior” é razoável atribuir ao Governo, como aludiu, o benefício de estar efetivamente a contribuir para potenciar não só as relações económicas com a vizinha Espanha, como o desenvolvimento harmonioso das regiões do Interior do país.

Segundo o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, os troços ferroviários das ligações internacionais, seja “no Minho, seja na região Centro, seja no Corredor Internacional do Sul”, são aqueles que nesta fase “estão a ser privilegiados”, no âmbito do “grande esforço de investimento” na ferrovia nacional que o Governo está a fazer, investimentos que, segundo o ministro Pedro Marques, “estão a ser complementados”, como referiu, com “enormes empreitadas”, designadamente com a construção de uma linha nova no Corredor Internacional Sul, e com a total renovação de toda a linha da Beira Alta, que inclui a “concordância na Pampilhosa”, para os portos mais a norte, designadamente, com Leixões.

Relações com Espanha

Já ao final da manhã de hoje, o ministro Pedro Marques deslocou-se à Covilhã onde lembrou que, depois de mais de uma “década de expetativas defraudadas” em matéria de investimento ferroviário no troço da linha entre a Covilhã e a Guarda, foi possível finalmente avançar com as obras, que se iniciaram em março passado, e que “muitos achavam que ficaria mais uma vez adiado, porventura para sempre”, estando previsto que este troço reabra já em 2019, salientando o governante a “importância deste investimento, não só para estas duas cidades, mas para toda a vasta região Centro do país.

Segundo o ministro, a previsão do Governo é que a total modernização e operacionalidade da Linha da Beira Baixa, uma linha “absolutamente crítica para o desenvolvimento desta parte do Interior de Portugal”, e que é uma das mais importantes obras do Plano Ferrovia 2020, como a classificou, esteja concluída dentro de pouco mais de um ano, garantindo o titular da pasta do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, que em setembro do próximo ano a obra deve estar concluída, sendo que nos meses seguintes ficará em “operação plena”.

O governante teve ainda ocasião para enumerar as diferentes obras que foram ou que estão a ser feitas no âmbito do Plano Ferrovia 2020, lembrando, a propósito, que já estão concretizados “vários milhões de euros de investimentos públicos” e que outros investimentos e outras obras “vão continuar”, de forma a prosseguir com o desígnio defendido desde o princípio pelo Governo de apostar fortemente “na melhoria da ferrovia portuguesa”.

Baixar preço das portagens

Entretanto à margem desta visita realizada às obras de requalificação da Linha ferroviária da Beira Baixa do troço entre a Covilhã e a Guarda, o ministro Pedro Marques não confirmou, mas também não desmentiu, as notícias que apontam para uma eventual redução das portagens nas autoestradas do Interior, limitando-se a garantir que sobre o alegado desconto de 30% para os pesados de mercadoria nas antigas Scut (vias sem custo para os utilizadores), “em breve haverá notícias sobre esta matéria”.

Lembrando que há cerca de dois anos o Governo avançou com uma medida semelhante, tendo na altura aprovado uma redução no preço das portagens, medida que abrangeu, como recordou, “todos os utentes”, permitindo-lhes “poupar milhares de euros”, salientando, a este propósito, que após esta medida ter sido posta em prática o Governo também se mostrou “imediatamente disponível para continuar a avaliar as suas políticas sobre esta matéria” e se possível “aprofundá-las”, em particular, como sublinhou o ministro, no que respeita ao “fomento da fixação de atividades económicas, de circulação de bens, de mercadorias e de serviços nas regiões do Interior”.