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Urgente avançar com reforma florestal

Urgente avançar com reforma florestal

A reforma florestal tem de avançar já, enquanto as pessoas tiverem bem viva na sua memória a tragédia que temos vindo a viver, defendeu o primeiro-ministro, a propósito dos incêndios florestais que fustigaram o país nas últimas semanas.

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Urgente avançar com reforma florestal

Em declarações feitas no Parque da Peneda-Gerês, em Arcos de Valdevez, perante os autarcas dos concelhos do distrito de Viana do Castelo mais afetados pelos fogos, António Costa considerou que “se deixarmos passar mais tempo, as condições políticas para a reforma que é necessária fazer vão-se perdendo”.

O primeiro-ministro disse que “é preciso fazer o cadastro florestal do país para que haja uma gestão integrada da floresta. Não é mais possível continuar a dizer que o cadastro é impossível de fazer a norte do Tejo”.

Contrariar o mito

Para António Costa, “é também necessário contrariar o mito sobre os gastos no combate aos incêndios, e que é pouco o dinheiro investido na prevenção”.

“É a falta na prevenção que faz gastar tanto dinheiro no combate às chamas”, disse António Costa, referindo que “a falta de investimento na prevenção é fruto de opções erradas que no passado foram tomadas, quer em matéria de política agrícola, quer em matéria de conservação da natureza”.

E concluiu: “O dinheiro que é gasto no combate aos incêndios é dinheiro subtraído a outros investimentos essenciais à segurança interna”.

Madeira: resposta coordenada para reconstrução

No rescaldo da tragédia dos incêndios que afetaram a floresta madeirense e o centro histórico da cidade do Funchal, o Governo da República e o Executivo regional da Madeira decidiram unir esforços para fazer o levantamento dos danos e definir uma estratégia de financiamento que ajude na recuperação.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, António Costa, na conferência de Imprensa que se seguiu à visita que realizou às áreas afetadas do Funchal pelos fogos e da reunião com o Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, membros do Governo regional e alguns autarcas.

Na ocasião, António Costa adiantou que será apoiada a consolidação de encostas e criados mecanismos de apoio à atividade económica, apoios de emergência ao alojamento e à reconstrução das habitações, e, ainda, procurar-se-á mostrar à comunidade internacional que a Madeira continua a ser um destino turístico de excelência.

E sublinhou que apagados os fogos “é preciso passar à fase seguinte: reconstruir o que há para reconstruir, devolver a normalidade à vida do dia-a-dia na ilha e reestabelecer a confiança em todo o mundo na Madeira como grande destino turístico de qualidade e de segurança”.