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Transição digital pode ser a “alavanca” para o crescimento económico

Transição digital pode ser a “alavanca” para o crescimento económico

O ministro de Estado, Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, sublinhou hoje que as regras que norteiam a economia e a sociedade tradicional vão ter de mudar em função das alterações que serão operadas pelo digital e pela automação.

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Transição digital pode ser a “alavanca” para o crescimento económico

O governante, que abria o segundo e último dia das Jornadas Parlamentares do PS, em Setúbal, frisou que os desafios que o país enfrenta ao nível da transição digital e da automação “vão exigir recursos muito avultados”.

“Precisamos de alinhar os instrumentos financeiros nacionais, os recursos orçamentais e as verbas que nos vão chegar do próximo quadro comunitário de apoio à volta desses desafios. Várias áreas governativas, desde a educação, ensino superior, administração pública e economia, têm de trabalhar juntos e com o Parlamento. As regras que orientam a nossa economia e sociedade tradicional vão precisar de mudar em função das alterações que a sociedade digital vai trazer”, apontou.

O ministro da Economia recordou que Portugal, tal como muitos outros países, se confronta com “um mundo de oportunidades e de ameaças”. No entanto, a transição digital “pode ser a alavanca de aceleração do crescimento económico do país”.

Pedro Siza Vieira explicou depois que “o recurso mais importante que temos é a capacidade de trabalho, a inteligência e a resistência dos portugueses. Numa economia em que aquilo que mais interessa é o conhecimento, talvez seja a nossa a oportunidade para darmos um salto de desenvolvimento”.

Capacitação das pessoas para o digital

Para isso, temos de começar pela “capacitação das pessoas, pela forma como os jovens aprendem nas escolas e pela capacidade de requalificação da população ativa, sobretudo das gerações mais velhas”, disse.

“Temos de conseguir transformar digitalmente as nossas empresas. Neste aspeto, 25% das nossas empresas têm um grau de maturidade digital ao nível dos melhores do mundo, mas três quartos não estão ainda preparadas”, defendeu.

O ministro da Economia referiu, perante a plateia de deputados socialistas, que “é preciso estimular o aparecimento de novas empresas que desenvolvam novos modelos de atividade e novos produtos e serviços à volta da economia digital”.

“Precisamos de um Estado e de uma administração pública que seja aberta, ágil e transparente, funcionando do ponto de vista digital e que esteja plenamente conectada com a economia e com a sociedade, sendo ainda um motor de transformação”, acrescentou Pedro Siza Vieira, que falava num painel sobre a transição digital, onde também participou o fundador da Academia de Código, Domingos Guimarães, cuja moderação ficou a cargo do vice-presidente da bancada parlamentar do PS Porfírio Silva.