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Subida do ‘rating’ confirma o trajeto certo do país

Subida do ‘rating’ confirma o trajeto certo do país

O primeiro-ministro manifestou satisfação pela subida do ‘rating’ da República, por parte da agência de notação norte-americana Standard and Poor’s (S&P), uma iniciativa que vai permitir que o país “passe a ter melhores condições de financiamento nos mercados” e de reduzir, a médio prazo, “o défice e a dívida”.

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Subida do ‘rating’ confirma o trajeto certo do país

Segundo António Costa, esta melhoria do ‘rating’ atribuído à dívida soberana portuguesa permite, desde já, “melhores condições de financiamento”, que terão como “intuito final”, como referiu, a “redução do défice e da dívida” e ainda abre a possibilidade de o Governo, de “forma duradoura”, dar continuidade à política atual “sem riscos de novos recuos”.

Para o chefe do Executivo, esta decisão vem confirmar o “trajeto certo” que o país tem vindo a percorrer nos dois últimos anos, designadamente, como realçou, no modo “sólido” como tem vindo a criar emprego, a melhorar o rendimento das famílias e a aumentar a confiança dos investidores internacionais e nacionais.

Virar a página da austeridade

Esta melhoria do ‘rating’ da dívida soberana portuguesa reflete também, na perspetiva de António Costa, uma realidade que já não passa despercebida a qualquer observador independente, nacional e internacional, designadamente, como aludiu, o facto de Portugal ter reposto nestes dois últimos anos salários, pensões e os rendimentos das famílias, para além de ter também “reduzido a carga fiscal para todos”, resultados que contribuíram, como afirmou, para “virar a página da austeridade”.

António Costa falava à entrada para uma ação de campanha para as autárquicas do candidato socialista a Lisboa, Fernando Medina, sustentando, uma vez mais, que a decisão da agência de notação veio “confirmar” o “trajeto certo do país”. 

Também o ministro das Finanças, Mário Centeno, se pronunciou sobre a melhoria do ‘rating’ da dívida soberana portuguesa, afirmando que a decisão da agência de notação S&P “é a melhor garantia” para a estabilidade do processo orçamental e financeiro português no futuro.

Trata-se, para o titular da pasta das Finanças, de “uma excelente notícia”, para Portugal, para as empresas, para todo o setor industrial e produtivo e para as famílias, porque exprime, como garantiu, a muito breve trecho, uma “significativa redução dos custos de financiamento de toda a economia portuguesa”.

Atribuindo esta decisão da S&P sobretudo ao facto de Portugal ter nestes últimos dois anos “cumprido os compromissos” que o Governo inicialmente assumiu, quer em relação ao setor financeiro e orçamental, quer no que respeita “à composição do crescimento”, Mário Centeno não deixou, contudo, de referir que esses compromissos “são para continuar e para cumprir”.

Para o ministro, esta subida do ‘rating’ abre a porta a que a dívida pública portuguesa possa entrar num “vasto mercado” de novos investidores que, “pelas regras”, salientou, estavam “condicionados ou impedidos” de investir em dívida portuguesa, e que agora têm a possibilidade de o fazer.