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Só cumprindo as regras venceremos a pandemia

Só cumprindo as regras venceremos a pandemia

“Se cada um não tiver cuidados para proteger a sua saúde e a de quem o rodeia, não conseguiremos travar a pandemia”, alertou ontem António Costa.

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Só cumprindo as regras venceremos a pandemia

“Os portugueses foram extraordinários em março, depois do verão, quando foi necessário quebrar a segunda vaga e o conseguimos fazer até ao natal. E são esses mesmos portugueses, apesar do cansaço acumulado, das dificuldades acrescidas, porque há mais pessoas que perderam emprego e rendimentos, que, tenho a certeza, se vão mobilizar para travar a terceira vaga”, disse ontem no Parlamento o primeiro-ministro, António Costa.

A confiança de António Costa nos portugueses foi acompanhada por uma narrativa de verdade e extremamente realista quanto à dureza dos próximos tempos e às expectativas do futuro próximo.

A batalha contra a pandemia da Covid-19 é “uma dura e longa maratona” que irá durar “muitos e longos meses”, alertou o líder do Governo, apesar de já estarmos a viver “um momento dos mais tristes, de maior dor e sofrimento”.

É fundamental manter a determinação, rigor e resiliência no combate à Covid-19, “porque, até atingirmos a imunização coletiva da sociedade, não ultrapassaremos a pandemia”, disse António Costa, acrescentando que essa imunização “só se atingirá quando 60 a 70% da população estiver imunizada, ou porque, infelizmente, foi contagiada, ou porque foi vacinada”.

No entanto, “por muitos meses que leve o processo de vacinação, há forma de chegar ao fim do túnel”, disse o Secretário-geral socialista.

Perante os deputados, António Costa salientou que “há uns milhares de profissionais de saúde que já tiveram a segunda toma e já estão definitivamente vacinados”, sendo que, conforme programado, está também em curso a vacinação nos lares de idosos.

Reforçar o SNS

O primeiro-ministro disse que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem vindo a aumentar a sua capacidade de receber e tratar doentes com Covid-19 e “tem conseguido responder aos momentos de maior necessidade de forma progressiva”, lembrando que “em meados de outubro, estavam afetas à Covid 1424 camas, no final de novembro tinha sido alargado para 3545 camas, hoje temos 5795 camas ocupadas com doentes Covid e ainda temos capacidade de extensão”.

O aumento do número de camas hospitalares – que quase duplicou desde março- foi conseguido, nomeadamente, através da libertação de largas centenas de camas sociais, que estavam ocupadas por pessoas que, apesar de terem alta clínica, devido à falta de apoios e/ou condições de habitação adequados, continuavam internadas nos hospitais.

“Foi possível encontrar alojamento digno”, o que “fez com que hoje tenhamos essas camas disponíveis”, salientou António Costa.

O líder socialista referiu, ainda, que esta quarta-feira vai entrar “em funcionamento o hospital de campanha do Estádio Universitário de Lisboa” e também a Casa dos Atletas, na cidade do futebol, em Oeiras, “para servir de retaguarda para cuidados que não exigem internamento hospitalar”.

O primeiro-ministro avançou, ainda, como exemplo “as 38 convenções assinadas, com camas disponibilizadas pelo setor social e também pelo privado”.

Porém, como sublinhou o chefe do executivo, “todos sabemos que a capacidade de extensão não é ilimitada”, desde logo, porque não bastam camas e equipamentos, “é preciso disponibilidade de recursos humanos”, salientou.

A estratégia de prevenção e combate à Covid-19 passa também pela testagem e pela identificação e “quebra das cadeias de contágio”.

Assim, torna-se igualmente necessário “aumentar o esforço de prevenção o que significa: mais testes, mais rastreamento, menor demora na identificação e quebra de cadeias de contágio”, pelo que, segundo o primeiro-ministro, é fundamental “aumentar o número de rastreadores que nos permitam acelerar os inquéritos epidemiológicos e a testagem”, afirmou.

“Não vamos deixar ninguém para trás”

A resposta à maior crise sanitária da nossa memória viva coletiva tem de ser acompanhada por medidas que evitem o agravamento das desigualdades e que protejam a economia, o emprego e os rendimentos das famílias.

“O país terá perdido, no ano passado, cerca de 15 mil milhões de euros da riqueza nacional. O conjunto dos apoios ao emprego, às empresas e à economia, foi de 22 mil milhões de euros”, ainda assim não eliminou os fortes impactos económicos e sociais que a COVID-19 provocou.

Por isso, é necessário “travar a batalha pela preservação do rendimento, evitando que a pobreza aumente, que as desigualdades se agravem, protegendo o emprego e as empresas, e os desempregados, para que todos sintam que, por mais difícil que seja este momento, não vamos deixar ninguém para trás”, afirmou António Costa.