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Serviços de oncologia em rutura iminente

Serviços de oncologia em rutura iminente

“O PS desde há muito que vem alertando que os serviços de oncologia estão numa situação de rutura iminente”, afirmou a deputada socialista Luísa Salgueiro, considerando esta situação “particularmente grave”.

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Serviços de oncologia em rutura iminente

A coordenadora dos deputados socialistas na Comissão Parlamentar de Saúde reagia assim às declarações à TSF do presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), Joaquim Abreu de Sousa, em que alerta para o limite da capacidade em que se encontram os hospitais que tratam os doentes com cancro, onde, por exemplo, no IPO do Porto todas as semanas são adiadas cirurgias por falta de camas.

“As declarações do presidente da SPO vêm confirmar as preocupações que desde há muito o PS tem vindo a transmitir sobre a rutura iminente em que se encontram os serviços de oncologia, já que não há profissionais e camas em número suficiente, assistindo-se a uma grande desmotivação das equipas”, afirmou a deputada socialista ao “Acção Socialista Digital”.

Luísa Salgueiro considera que “esta é uma situação particularmente grave, pois são casos em que não são aceitáveis adiamentos que podem pôr em causa a vida das pessoas”, manifestando ainda a preocupação do PS por “ainda não terem sido celebrado com o IPO de Lisboa o contrato-programa para 2015.

Médicos e enfermeiros em exaustão

Mas os casos graves na saúde multiplicam-se. Um estudo divulgado hoje refere que cerca de 30% dos médicos e enfermeiros que trabalham em unidades de cuidados intensivos e paliativos estão em “exaustão”.

86% destes profissionais exercem funções em cuidados intensivos, o que leva a concluir que nestes serviços os níveis de exaustão são quase três vezes superiores aos encontrados nos paliativos.

Segundo o estudo, o agravamento da crise económica originou um aumento do confronto com situações de elevado stresse, desgaste físico e perceções de injustiça.

Neste estudo foram analisados profissionais de nove unidades de cuidados paliativos e dez de unidades de cuidados intensivos.

Demissões e mortes nas urgências

Entretanto, ontem na Comissão Parlamentar de Saúde, o ministro Paulo Macedo foi questionado pela deputada socialista Luísa Salgueiro sobre os resultados dos inquéritos abertos aos casos de mortes nas urgências hospitalares.

Depois do ministro da Saúde ter depois de várias insistências finalmente revelado que, em média, estes inquéritos demoram entre seis e 18 meses, Luísa Salgueiro criticou a demora e concluiu que as “marcas” de Paulo Macedo “até ao momento são as sucessivas demissões, mortes nas urgências, tempos de espera exagerados”.