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Reforço dos meios aéreos e mais guardas florestais

Reforço dos meios aéreos e mais guardas florestais

Governo contrata 16 meios aéreos de combate aos incêndios florestais. O anúncio foi efetuado esta terça-feira, no Parlamento, pelo ministro Eduardo Cabrita.

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Portugal é o terceiro país mais seguro do mundo

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse esta terça-feira, na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, que o Governo vai contratar, por ajuste direto, 16 meios aéreos de combate aos incêndios florestais.

A decisão visa aumentar a capacidade do sistema de combate aos incêndios face ao alerta de alteração das previsões meteorológicas para os próximos dias.

“Com base na declaração de alerta face à avaliação das condições meteorológicas desta semana, o ministro da Defesa assinou [esta segunda-feira] o despacho que permite a realização de ajustes diretos para 16 meios aéreos”, disse o ministro Eduardo Cabrita.

O membro do Executivo salientou que, neste momento, há “mais meios aéreos em operação” do que nos anos anteriores.

“Tal como no ano passado, sempre disse que recorríamos aos meios que fossem necessários para garantir a resposta efetiva às necessidades de segurança”, garantiu o ministro, acrescentando que, em 2018, foram feitos oito ajustes diretos.

Eduardo Cabrita referiu que a atual situação dos meios aéreos é uma herança do Governo que, “pondo em causa a segurança dos portugueses, privatizou a empresa de meios aéreos e a resposta”, disse.

“Estamos a pagar o custo da decisão do Governo anterior de privatizar a resposta na gestão dos meios aéreos”, afirmou.

Para o ministro, Portugal “só terá a resposta plena” quando voltar a ter uma “resposta essencialmente pública” e assegurada pela Força Aérea Portuguesa, defendeu Eduardo Cabrita, informando a este propósito que esse processo se encontra numa fase de transição.

Reforço da Guarda Florestal

Já esta quarta-feira, o ministro assinalou o Dia do Guarda Florestal, em Vila Real, distrito onde estão dispostos 54 dos cerca de 300 elementos deste corpo afeto à Guarda Nacional Republicana (GNR).

Na sua intervenção, Eduardo Cabrita anunciou que este corpo irá ser reforçado, a partir da “próxima primavera”, com 200 operacionais, aumentando assim para cerca de 500 o número de guardas florestais em missão no país.

O processo de admissão dos efetivos já está a decorrer e contou com mais de 2000 candidaturas, sendo que, de acordo com o membro do Governo, os novos operacionais irão reforçar os contingentes dos distritos de Bragança, Beja, Castelo Branco, Santarém e Portalegre.

“Isto é uma Guarda, também nesta dimensão, de proximidade junto da floresta, junto dos agricultores, junto da população”, disse.

O ministro considera que o atual momento é o “renascimento da guarda florestal”, visto que, lembrou, o corpo da Guarda Florestal não conhecia a admissão de novos elementos desde 2006 e o número de efetivos foi reduzido para cerca de metade na última década.

Na cerimónia que serviu, também, para homenagear os mestres e guardas florestais, o governante enalteceu a importância da missão da Guarda Florestal, enquanto polícia ambiental nas áreas florestal da caça e pesca, bem como no domínio da defesa da floresta e da investigação das causas de incêndios florestais.

“Nós homenageamos hoje, aqui, esta tradição dos velhos mestres e guardas florestais que trouxeram aos dias de hoje a sua experiência, o seu conhecimento único destas realidades agrícolas e florestais”, sublinhou Eduardo Cabrita.