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PS quer preservar linha do Douro devido ao indiscutível interesse turístico

PS quer preservar linha do Douro devido ao indiscutível interesse turístico

O deputado do PS Santinho Pacheco pediu aos Ministérios do Planeamento e Infraestruturas e da Economia que travem a destruição da linha do Douro no troço entre o Pocinho e Barca d’Alva, nos concelhos de Vila Nova de Foz Côa e Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, pelo seu “indiscutível interesse turístico”.

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PS quer preservar linha do Douro devido ao indiscutível interesse turístico

“É a única via férrea do país que atravessa um território que integra dois patrimónios mundiais da Unesco: o Douro Vinhateiro e o Parque Arqueológico do Vale do Côa”, recordou.

Santinho Pacheco lembrou que este troço da linha do Douro foi “desativado e encerrado ao tráfego ferroviário há mais de 20 anos, encontrando-se hoje num estado de absoluto abandono e destruição da via e estações do percurso, que a breve prazo será irreversível”.

“É uma linha centenária perfeitamente integrada na paisagem dos socalcos durienses, entre amendoeiras e vinhedos, com um enorme potencial e uma mais valia para reforçar o Vale do Douro enquanto destino turístico internacional”, defendeu.

Por isso, o socialista eleito pelo círculo da Guarda alerta a tutela que “é tarefa fundamental do Estado proteger e valorizar o património cultural como instrumento primacial da dignidade da pessoa”.

Santinho Pacheco já solicitou ao Ministério da Cultura o início do processo de classificação desta linha férrea como bem de interesse cultural integrador da paisagem duriense. Trata-se de uma via com um “indiscutível interesse turístico e, por isso, é um valor económico para uma região em constante despovoamento”, alertou.

O deputado do PS revelou que o presidente do Conselho Provincial de Salamanca anunciou que o troço espanhol dessa ferrovia vai ser recuperado para fins turísticos. “Acredita esse responsável regional que, com esse investimento, haja um aumento significativo do turismo que favoreça a criação de emprego, fomente o empreendedorismo e a fixação de população”, esclareceu.

Ora, para o socialista “faz todo o sentido que a linha do Douro seja vista como um projeto único, quer no território português, quer no troço espanhol, e que o Governo português, na ausência de Regiões Administrativas, assuma a responsabilidade de recuperar aquela via férrea para fins turísticos”.

Santinho Pacheco admitiu até o envolvimento de investidores privados na recuperação da infraestrutura e concessão por um período temporal a estudar.

Assim, Santinho Pacheco perguntou ao Governo se, no momento em que se inicia a discussão pública do Programa Nacional de Investimentos 2030 para definir as prioridades infraestruturais estratégicas, tenciona incluir o caso da linha do Douro.

O parlamentar pediu que se olhasse para a linha do Douro como um projeto âncora do desenvolvimento desse território abandonado, que ajude a viabilizar outros investimentos privados e públicos, como é o caso do Museu do Côa.