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“Português mais perto” vai reforçar ensino da língua à distância

“Português mais perto” vai reforçar ensino da língua à distância

Com vista a garantir a ligação à língua portuguesa dos emigrantes ou lusodescendentes a residir no estrangeiro, foi disponibilizada uma plataforma digital para aprendizagem de português, desde o ensino básico ao secundário.

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“Português mais perto” vai reforçar ensino da língua à distância

“Português mais perto”, da Porto Editora, pretende essencialmente apoiar “crianças e jovens que iniciaram o percurso educativo em Portugal e, em virtude da emigração temporária dos pais, se encontram a residir no estrangeiro, tendo no seu horizonte voltar ao sistema escolar português”, anunciou o Camões – Instituto da Língua e da Cooperação Portuguesa, na apresentação desta ferramenta digital.

Nesta modalidade, a plataforma disponibiliza ensino de português como língua materna para todos os níveis, a pensar nos filhos de emigrantes de curta duração.

E oferece também ensino de português como língua de herança, ou seja, para estudantes que aprendem a língua portuguesa nos países de acolhimento.

A oferta passa por aulas, que podem ser ou não acompanhadas por tutores, e com testes, para avaliar o grau de conhecimento dos alunos.

Na apresentação da ferramenta digital de ensino da língua portuguesa à distância, o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, lembrou que entre 2011 e 2015, 500 mil portugueses saíram do país e, desses, 285 mil regressaram a Portugal num período inferior a um ano.

Na mesma sessão, o ministro dos Negócios Estrangeiros lançou o desafio de criar uma versão de conteúdos digitais a pensar no “número crescente de pessoas para quem o português não é nem língua materna nem de herança, mas que estão interessadas em aprender português”.

Augusto Santos Silva destacou, neste sentido, a “enorme vantagem” da iniciativa do Governo português “Indústria 4.0”, que permite “aproveitar ao máximo os novos processos e novos instrumentos do movimento de digitalização”, ao mesmo tempo que permite “minimizar os custos”.

Por sua vez, a presidente do Camões, Ana Paula Laborinho, destacou que a ferramenta “pretende potenciar o ensino do português e não substituir-se à rede” de ensino de português no estrangeiro.

“Mas, mesmo assim, a rede não consegue responder a todas as geografias onde há vontade de aprender português como língua materna ou língua de herança”, defendeu, acrescentando que perante a “dispersão geográfica e a impossibilidade de estender a rede”, a aposta passa pelos recursos digitais.