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Nova dinâmica no Executivo reforça centralidade da política económica e transição energética

Nova dinâmica no Executivo reforça centralidade da política económica e transição energética

Este é o “momento certo”, depois da apresentação no Parlamento do programa do Orçamento do Estado (OE), para que tivesse havido uma “nova dinâmica” na recomposição do Governo “tendo em vista o cumprimento do seu programa”, defendeu o primeiro-ministro a propósito das recentes alterações no elenco governativo.

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Nova dinâmica no Executivo reforça centralidade da política económica e transição energética

Para António Costa com as mudanças agora introduzidas no seu executivo “há ótimas condições para executar um Orçamento do Estado que é do Governo”.

O chefe do executivo falava aos jornalistas após a cerimónia de posse, que decorreu esta manhã no Palácio de Belém perante o Presidente da República, dos quatro novos ministros da Defesa, João Gomes Cravinho, da Saúde, Marta Temido, da Economia, Pedro Siza Vieira, e da Cultura, Graça Fonseca, sendo que o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, foi também empossado como o novo titular da pasta da Transição Energética.

Para o primeiro-ministro, esta oportunidade de mudança do elenco governativo serviu também, como referiu, para proceder a duas alterações orgânicas que, segundo António Costa, “têm a ver com a ideia de dar uma nova centralidade à política económica” e de tratar o tema da transição energética “como crucial para o futuro do ambiente”.

Questão ambiental que mereceu uma atenção particular do primeiro-ministro nesta conversa com os jornalistas à saída do Palácio de Belém, tendo António Costa justificado a razão por que houve uma transferência da área da energia do Ministério da Economia para o Ministério do Ambiente, porque o país, como

sublinhou, tem de dar passos sólidos no sentido de desenvolver “as ações necessárias para mitigar os efeitos das alterações climáticas”.

Ainda segundo o primeiro-ministro, o tema da “transição energética” deve ser objeto de um tratamento particular, uma vez que se trata, como salientou, de uma “área crucial” e um elemento central da política ambiental.

O líder do Governo socialista teve ainda oportunidade para se regozijar com a decisão da agência financeira Moody’s de retirar a dívida nacional de investimento especulativo, normalmente designada por “lixo”, decisão que na opinião de António Costa vai “contribuir para um momento de viragem”, em que é necessário dar uma nova centralidade à política económica “sem prejuízo de se continuar a dar a devida atenção à política orçamental”.