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JORNAL DE CAMPANHA

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Opinião de:

JORNAL DE CAMPANHA

Na minha qualidade de diretora do Jornal de Campanha do PS, é com muito gosto que apresento hoje aqui o pdf do primeiro número, já impresso e a ser distribuído por todo o país. Um jornal feito a pensar nas pessoas e com a participação das pessoas. 

Na capa desta primeira edição, destaca-se a selfie de um divertido grupo de jovens com António Costa na praia da Figueira da Foz e anuncia-se o destaque do próximo número: a entrevista exclusiva a Fernanda Tadeu. Na rubrica “o estado a que isto chegou – o país de Passos, 4 anos depois”, são referidos os números do desemprego, os oficiais e os reais. Em contraponto, na página seguinte, porque para o PS o emprego é a “causa das causas”, são divulgadas algumas medidas visando a criação de emprego. E, através de uma aplicação QR code (gratuita) no seu smartphone ou iPad, pode ainda o leitor aceder aos documentos “Agenda para a Década”, “Cenário Macroeconómico” e “Programa Eleitoral”. Nas páginas centrais, o Secretário-geral do PS responde a perguntas concretas enviadas por frequentadores das redes sociais, mais precisamente do Twitter. Na página 6, são apresentados os cabeças de lista pelos 22 círculos eleitorais e, na página 7, o “encontro de gerações” entre os dois prestigiados investigadores Alexandre Quintanilha e Tiago Brandão Rodrigues, cabeças de lista pelo Porto e por Viana do Castelo, respetivamente. Na última página, anuncia-se a grande festa da juventude socialista europeia, o Young European Socialists Summer Camp, que se realiza entre 25 e 30 de agosto, na praia de Santa Cruz, e fecha com o meu artigo de opinião:

CONTOS DE CRIANÇAS

A coligação de Direita é exímia em contar histórias da carochinha. Começou com a história de que “ o PS levou o país à bancarrota e chamou a troica”, omitindo propositadamente a crise internacional e distorcendo a realidade. Agora, com um despudor inaudito, a coligação anuncia a ficção “Quatro anos de credibilidade e mudança”.

Em relação à primeira narrativa, os factos revelam que a responsabilidade pela vinda da troica é da maioria parlamentar que rejeitou o PEC IV. Rejeição que provocou a desconfiança dos mercados, gerou uma subida abrupta das taxas de juro e precipitou a crise política. A atual maioria aplaudiu a vinda da troica, adotou como seu o programa da troica e até se vangloriou de “ir além da troica”. E durante quatro anos, aplicou a receita de empobrecimento dos portugueses. A classe média foi esmagada pelo aumento colossal de impostos e pela redução salarial. Os reformados e pensionistas foram lançados na penúria. As empresas públicas foram vendidas ao desbarato. Os jovens licenciados, em quem o país investiu e de quem precisa, foram obrigados a partir. O PIB recuou a níveis de 2000. O desemprego transformou-se num flagelo nacional. 

No extenso “conto de crianças” com o balanço de quatro anos de (des)governo, a coligação afirma que “a dívida pública e privada estão a descer”. Numa confusão semântica, o governo põe a “descer” o que na realidade não para de ”subir”. Em junho de 2011, a dívida pública representava 94% do PIB e agora representa 130%, ou seja, Portugal deve hoje mais 34 mil milhões de euros. No seu mundo desligado da realidade, a maioria de Direita conclui que “ o país está hoje numa condição muito diferente. Os portugueses sabem e sentem que “o país está diferente”, para pior. Por isso, só por masoquismo podem deixar-se enganar, de novo, por aqueles que tudo prometeram a nada cumpriram. O que esta maioria pode dar é mais do mesmo: austeridade, incompetência e insensibilidade social. Portugal precisa de um novo governo e de novas políticas. Os portugueses merecem um primeiro-ministro competente, com provas dadas, que fale verdade e defenda na Europa o interesse nacional. Um primeiro-ministro de confiança como António Costa.